Resultados finais mostram bloco do premiê sem maioria no Parlamento, iniciando negociações complexas.
Os resultados finais das eleições em Israel confirmaram, na madrugada desta sexta-feira (30), que o bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu perdeu a maioria no Knesset, o Parlamento do país. A definição ocorreu após o pleito realizado na última terça-feira (27), segundo dados divulgados pelas autoridades locais.
A derrota do atual premiê abre caminho para semanas de negociações complexas entre partidos muito diferentes, que vão desde judeus ultraortodoxos até siglas seculares e legendas lideradas por árabes. Para formar governo no país, será necessário reunir ao menos 61 dos 120 assentos disponíveis no Parlamento israelense.
A indefinição política coloca o futuro do governo em aberto, conforme informação divulgada por moeny times, elevando a tensão institucional e gerando debates sobre a participação de minorias na coalizão e possíveis investigações judiciais contra o chefe de governo.
Composição do Parlamento e números da eleição
O bloco liderado por Benjamin Netanyahu ficou com 53 cadeiras na eleição de terça-feira (27), enquanto o principal bloco de oposição somou 48 assentos. Já os partidos liderados por árabes conquistaram as 19 cadeiras restantes, registrando um desempenho histórico nas urnas.
Os resultados oficiais ainda precisam ser homologados e encaminhados ao presidente Isaac Herzog na próxima quarta-feira (4). Em seguida, o presidente encarregará um líder político de tentar formar o novo governo, embora Netanyahu continue no cargo enquanto as conversas avançam.
Próximos passos e novos cenários políticos
A tarefa de governar o país pode ficar com Netanyahu ou com quem os chefes das diferentes legendas considerarem mais capaz de construir maioria. Se as tentativas fracassarem, Israel pode ser levado a uma nova eleição no início do próximo ano, cenário que Isaac Herzog quer evitar.
Mesmo com as negociações em curso, o novo Knesset deve tomar posse em 10 de novembro. A partir daí, o bloco do oposicionista Gadi Eisenkot poderá se unir às bancadas lideradas por árabes para eleger um novo presidente do Parlamento e ganhar influência sobre a agenda legislativa.
Acusações de interferência e investigações
No intervalo até a certificação, Netanyahu e o partido Likud amplificaram alegações sem provas de que partidos liderados por árabes teriam roubado a eleição por meio de ajuda estrangeira. A imprensa israelense noticiou que integrantes do Likud apontaram o Catar como possível envolvido, o que foi negado por Doha.
O ministro do Supremo Tribunal Noam Sohlberg afirmou que suspeitas sérias foram levadas ao seu conhecimento e pediu investigação ao serviço de segurança Shin Bet. A comissão eleitoral ressaltou que a apuração se baseia em inteligência sigilosa, mas não altera o resultado final enviado ao presidente.
Perguntas Frequentes
O bloco de Benjamin Netanyahu perdeu a maioria no Parlamento de Israel?
Sim, os resultados finais confirmaram que o bloco do primeiro-ministro obteve 53 cadeiras, ficando abaixo da maioria necessária de 61 assentos no Knesset.
Quantas cadeiras os partidos árabes conquistaram nas eleições israelenses?
Os partidos liderados por árabes conquistaram 19 cadeiras, registrando um desempenho histórico nas eleições legislativas do país.
Qual é o próximo passo após a divulgação dos resultados oficiais?
Os números serão homologados e enviados ao presidente Isaac Herzog na próxima quarta-feira (4), que encarregará um líder político de tentar formar o novo governo.
O que acontece se nenhum líder conseguir formar uma coalizão em Israel?
Caso as negociações fracassem, o país poderá ser convocado para realizar novas eleições no início do próximo ano, cenário que o presidente tenta evitar.


