Cerca de 40 empresas buscam autorização no Banco Central, frustrando expectativa do mercado brasileiro.
O mercado brasileiro de criptoativos enfrenta uma reviravolta regulatória com a busca por autorizações junto ao Banco Central do Brasil para manter as operações no país.
Aproximadamente 40 instituições protocolaram pedidos até o final do prazo estabelecido, número bem abaixo das projeções iniciais que apontavam até 200 interessadas.
A mudança inaugura um rigoroso regime de conformidade, conforme informação divulgada por livecoin, alterando profundamente a estrutura competitiva do setor financeiro nacional.
Exigências operacionais do Banco Central
Para Tiago Severo Gomes, sócio do Panucci, Severo e Nebias Advogados, o volume reduzido decorre da rigidez nas exigências operacionais impostas pelo regulador.
As empresas precisam comprovar capacidade técnica diária, enviando dados de custódia e provas mensais de reservas para operar legalmente no Brasil.
Além disso, a exigência de balanços auditados e programas rígidos de prevenção à lavagem de dinheiro afastou diversas plataformas de menor porte.
Volume de operações com criptoativos no Brasil
Apesar da retração no número de licenças solicitadas, o setor de ativos virtuais apresenta forte relevância econômica no território nacional durante o ano de 2025.
Os brasileiros declararam R$ 505,5 bilhões em operações com criptoativos à Receita Federal, registrando um crescimento expressivo de 21,5% em relação ao período anterior.
As stablecoins atreladas ao dólar lideram dois terços desse volume, impulsionando o país à primeira posição no índice global de adoção da Chainalysis.
Futuro da regulamentação de stablecoins
Com o avanço do novo marco regulatório, especialistas apontam que a emissão de stablecoins e a tokenização de ativos reais serão os grandes debates do setor.
Atividades como a tokenização de ouro, imóveis e veículos ainda carecem de regras específicas, abrindo espaço para novas discussões jurídicas no Brasil.
A tendência é a consolidação de um mercado com instituições autorizadas servindo de infraestrutura para bancos médios, cooperativas e grandes varejistas.
Perguntas Frequentes
Quantas empresas pediram autorização ao Banco Central para operar com cripto?
Cerca de 40 instituições, entre exchanges e fintechs, solicitaram autorização ao Banco Central do Brasil dentro do prazo regulatório estabelecido.
Qual era a expectativa do mercado de criptoativos brasileiro?
Especialistas e levantamentos de mercado projetavam a participação de 150 a 200 empresas interessadas em ingressar no novo regime regulatório.
O que acontece com as empresas que não solicitaram autorização?
As plataformas que não pediram licença terão até 30 dias para encerrar as atividades e enfrentarão proibições de transações com bancos locais.
Qual foi o volume de criptomoedas movimentado no Brasil em 2025?
Os brasileiros declararam R$ 505,5 bilhões em operações com criptoativos à Receita Federal, com destaque para o uso de stablecoins em dólar.


