Projeto inspirado na regulação europeia divide responsabilidades e define punições severas para o uso de inteligência artificial.

O Marco Legal da AI, projeto em tramitação no Congresso Nacional, promete transformar a rotina de empresas brasileiras que utilizam inteligência artificial em suas operações diárias.

A proposta estabelece exigências rigorosas baseadas no nível de risco de cada aplicação tecnológica, impactando diretamente desenvolvedores, distribuidores e aplicadores de sistemas algorítmicos em todo o país.

Com votação prevista para 2027 na Câmara dos Deputados após aprovação no Senado, a nova legislação busca harmonizar a inovação tecnológica com a segurança jurídica e a proteção de dados, conforme informação divulgada por brazil.

Regras por nível de risco e proibições

O projeto divide os sistemas em três categorias principais, determinando que quanto maior o risco de uma aplicação, maiores serão as exigências para o seu desenvolvimento e utilização comercial.

Entre as proibições absolutas estão o uso de IA para explorar vulnerabilidades, prever riscos criminais com base em traços pessoais e operar armas autônomas em território nacional.

As aplicações consideradas de alto risco, presentes em setores como saúde e educação, exigirão testes de segurança rigorosos e governança de dados robusta antes da liberação ao mercado.

Impactos na inteligência artificial generativa

Desenvolvedores de modelos de linguagem e ferramentas generativas enfrentarão obrigações específicas de documentação e avaliação prévia de riscos sistêmicos graves.

Mesmo que a tecnologia seja distribuída por API ou código aberto, as empresas criadoras deverão garantir total transparência e cooperação técnica com os aplicadores finais.

Questões de direitos autorais também entram na mira, exigindo a publicação de sumários sobre conteúdos protegidos utilizados no treinamento dos algoritmos comerciais.

Fiscalização do SIA e multas severas

A aplicação das normas será coordenada pelo Sistema Nacional de Regulação e Governança de Inteligência Artificial, com atuação conjunta da ANPD e de reguladores setoriais.

Empresas que descumprirem as determinações legais poderão sofrer multas de até 2% do faturamento bruto no Brasil, limitadas a 50 milhões de reais por infração cometida.

A adaptação total das organizações seguirá prazos específicos estabelecidos após a sanção presidencial, exigindo revisão imediata dos contratos com fornecedores terceirizados.

Perguntas Frequentes

O que é o Marco Legal da AI no Brasil?

É o Projeto de Lei 2.338/2023 que estabelece diretrizes, obrigações e punições para o desenvolvimento e uso de inteligência artificial no país.

Quais são as punições para empresas que descumprirem a lei?

As sanções incluem multas de até 2% do faturamento bruto nacional, limitadas a 50 milhões de reais por infração, além da suspensão das atividades.

Quem fiscalizará o cumprimento das regras de inteligência artificial?

A fiscalização será coordenada pelo SIA, sob a liderança da ANPD, com a participação de órgãos reguladores de diversos setores econômicos.

Como a nova lei afeta modelos de inteligência artificial generativa?

Os desenvolvedores deverão documentar o treinamento, avaliar riscos sistêmicos, respeitar direitos autorais e fornecer suporte técnico aos aplicadores.