Corretoras de criptomoedas buscam autorização oficial do Banco Central do Brasil antes do fim do prazo em 30 de outubro.

As corretoras de criptomoedas brasileiras, conhecidas pelo Banco Central do Brasil como Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais, estão correndo para solicitar o registro obrigatório de funcionamento antes da data limite marcada para o dia 30 de outubro.

O movimento envolve grandes players do mercado nacional e internacional que buscam se adequar às exigências regulatórias rigorosas estabelecidas para continuar operando legalmente no país com os investidores de ativos digitais, conforme informação divulgada por livecoin.

A corrida regulatória ganhou força nesta última terça-feira, quando plataformas populares oficializaram seus pedidos de autorização junto à autoridade monetária brasileira, evidenciando uma mudança importante no cenário dos criptoativos nacionais.

Ripio protocola pedido no Banco Central

A corretora Ripio, com sede na Argentina, confirmou que deu entrada no seu pedido de autorização junto ao regulador brasileiro para atuar formalmente no setor.

A empresa informou que protocolou a solicitação para operar como corretora de ativos virtuais, modalidade que abrange a intermediação e a custódia de criptomoedas, além da atuação no mercado de câmbio.

Anteriormente, a empresa havia orientado clientes a retirarem seus saldos até o dia 29 de outubro, mas confirmou posteriormente via redes sociais que o trâmite regulatório foi apresentado com sucesso.

Mercado Bitcoin atende exigências do regulador

O Mercado Bitcoin também anunciou que protocolou sua solicitação de autorização como corretora de ativos virtuais na terça-feira, preparando-se para o novo marco regulatório.

Contando com 4,8 milhões de clientes e mais de 13 anos de experiência, a exchange destacou estar pronta para operar sob elevados padrões de governança, conformidade e segurança cibernética.

O CEO e Chairman da empresa, Roberto Dagnoni, afirmou que a regulamentação apenas reforça práticas já adotadas pela companhia ao longo dos anos de atuação no mercado.

Impacto das novas regras no mercado brasileiro

A nova regulação imposta pelo Banco Central do Brasil acabou afastando diversas corretoras que julgaram as exigências rigorosas demais para serem implementadas dentro do prazo estipulado.

Entre as obrigações exigidas estão a segregação patrimonial, a manutenção de patrimônio em caixa na casa dos milhões de reais e o envio frequente de relatórios detalhados ao regulador.

Outras grandes empresas do setor, como a Binance, Bybit e OKX, também encaminharam seus pedidos recentemente, demonstrando o alinhamento das principais plataformas globais com as normas locais.

Perguntas Frequentes

Qual é o prazo para as corretoras pedirem registro no Banco Central?

O prazo final para que as corretoras de criptomoedas solicitem o registro de funcionamento ao Banco Central do Brasil termina no dia 30 de outubro.

Quais corretoras solicitaram o registro recentemente?

Empresas como Ripio, Mercado Bitcoin e Binance protocolaram seus pedidos de autorização junto ao Banco Central do Brasil.

Quais são as principais exigências do Banco Central para as corretoras?

As regras incluem segregação patrimonial, patrimônio mínimo em caixa de milhões de reais, envio frequente de relatórios e padrões rígidos de segurança cibernética.