Estudo internacional aponta que tombo de fundo brasileiro no exterior teve probabilidade de 1 em 58 quadrilhões
O mercado financeiro internacional foi abalado na última segunda-feira por um movimento estatisticamente improvável que surpreendeu analistas em Wall Street e gestores de fundos globais. A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desencadeou uma reação sem precedentes nos ativos brasileiros negociados no exterior, desafiando modelos matemáticos tradicionais.
O boletim norte-americano The Kobeissi Letter divulgou um levantamento detalhado sobre o desempenho do fundo de ações Ishares Msci Brazil ETF, negociado na bolsa de Nova York. A análise estatística revelou que o tombo de 19,82% registrado pelo ativo representou um evento raro de Cisne Negro nas finanças globais, conforme informação divulgada por livecoin.
A reviravolta política ocorreu após uma disputa acirrada no segundo turno realizado em 25 de outubro, quando a contagem oficial do Tribunal Superior Eleitoral confirmou a vitória do atual mandatário sobre o senador Flávio Bolsonaro, alterando completamente as expectativas dos investidores formadas após o primeiro turno.
Probabilidade matemática de evento Cisne Negro
De acordo com o levantamento divulgado no X, a queda de 19,82% atingiu a marca impressionante de 8,43 desvios-padrão em relação à média histórica do ativo medida ao longo de vinte anos. Sob uma curva de distribuição normal, a probabilidade matemática desse recuo extremo é de aproximadamente uma chance em 58 quadrilhões.
Para contextualizar a raridade do movimento, o boletim financeiro destacou que ganhar na loteria Mega-Sena apresenta uma chance em 50 milhões, evidenciando que o que aconteceu no mercado após o pleito deveria ser praticamente impossível sob os modelos estatísticos convencionais.
Bolsa perde US$ 200 bilhões e aciona circuit breaker
Durante a sessão de segunda-feira na B3, as ações brasileiras despencaram mais de 30% em dólares, eliminando mais de US$ 200 bilhões em valor de mercado. O volume intenso de ordens de venda acionou o mecanismo de circuit breaker na bolsa brasileira pela primeira vez desde o início da pandemia em 2020.
No câmbio, o real sofreu uma desvalorização de cerca de 10% frente ao dólar norte-americano, configurando a maior queda diária da moeda brasileira desde a criação do Plano Real em 1994, enquanto títulos da dívida pública em dólar também enfrentaram forte onda de vendas.
Volatilidade atípica surpreende Wall Street
Apesar do pânico generalizado e da derrocada nos preços à vista, os estrategistas em Wall Street notaram um comportamento divergente e fascinante nos indicadores de risco do mercado financeiro internacional.
O boletim norte-americano ressaltou que, apesar da queda drástica de 30% nas ações, a volatilidade final registrou patamares menores do que os precificados antes do resultado da eleição, caracterizando um dos maiores esmagamentos de volatilidade da história em meio a um declínio acentuado.
Perguntas Frequentes
O que foi o evento Cisne Negro na bolsa brasileira?
Foi uma queda de 19,82% no fundo EWZ nos Estados Unidos após as eleições, um movimento com probabilidade de 1 em 58 quadrilhões.
Qual foi o impacto da reeleição de Lula nos mercados?
A reeleição provocou uma queda de mais de 30% nas ações em dólares, perda de US$ 200 bilhões em valor de mercado e o acionamento do circuit breaker.
Como o Tribunal Superior Eleitoral influenciou os mercados?
O TSE confirmou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno, revertendo a liderança do primeiro turno e surpreendendo investidores globais.
O que dizia o estudo do The Kobeissi Letter?
O estudo apontou que a variação atingiu 8,43 desvios-padrão da média histórica, tornando o evento estatisticamente quase impossível segundo modelos convencionais.


