Empresa brasileira de OTC busca autorização como SPSAV seguindo passos de gigantes como Nubank e Ripple.

A O3 Trade protocolou nesta sexta-feira, dia 30 de outubro de 2026, em São Paulo, o seu pedido de autorização junto ao Banco Central do Brasil para atuar como Sociedade Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais, conhecida pela sigla SPSAV.

A solicitação da empresa de operações de balcão visa atender às exigências do novo marco regulatório do setor cripto no Brasil, integrando um grupo de peso que já conta com grandes nomes do mercado financeiro e tecnológico.

O movimento ocorre para garantir conformidade legal, conforme informação divulgada por livecoin, consolidando a estratégia de longo prazo da companhia no atendimento a clientes corporativos.

Regulamentação do Banco Central para ativos virtuais

O pedido da O3 Trade acontece dentro do prazo estabelecido para a primeira etapa de autorização das empresas abrangidas pelo regime de transição do Banco Central.

Com essa movimentação, a empresa se une a gigantes globais e nacionais como Coinbase, Ripple, Nubank, Mercado Bitcoin e Foxbit na corrida pelas licenças oficiais.

As normativas publicadas em novembro de 2025 estabeleceram diretrizes rígidas sobre governança, requisitos de capital e prevenção contra a lavagem de dinheiro no país.

Foco em operações OTC e liquidez corporativa

Diferente das exchanges tradicionais voltadas ao varejo, a O3 Trade concentra sua atuação em operações OTC, onde a compra e venda de ativos ocorrem por meio de mesa especializada.

A empresa aposta em soluções de liquidez para atender demandas de empresas que envolvem pagamentos e recebimentos internacionais utilizando ativos digitais.

Segundo dados operacionais da companhia, o giro bruto acumulado entre janeiro e outubro de 2026 alcançou aproximadamente 2,2 bilhões de USDT, superando R$ 10 bilhões em transações.

Visão estratégica para o mercado cripto brasileiro em 2027

Para o fundador Vitor Lobo, a regulação anda lado a lado com a adoção corporativa, trazendo mais segurança jurídica e transparência para o setor de ativos digitais.

Segundo o Diretor Comercial Enzo Cobucci, a expectativa para 2027 é a consolidação do mercado, com mais empresas utilizando essa infraestrutura devido a regras mais claras.

Apesar do protocolo, a licença ainda depende de análise e aprovação definitiva do Banco Central, marcando uma nova fase para os serviços financeiros no Brasil.

Perguntas Frequentes

O que é a O3 Trade e qual é o seu foco no mercado?

A O3 Trade é uma empresa brasileira especializada em operações de balcão com ativos virtuais, com foco em liquidez, operações OTC e atendimento a clientes corporativos.

Por que a O3 Trade pediu licença ao Banco Central?

A empresa protocolou o pedido para atuar como Sociedade Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais, adequando-se ao novo regime regulatório estabelecido pelo Banco Central do Brasil.

Quais outras empresas buscaram a licença cripto no Brasil?

Empresas de grande porte como Coinbase, Ripple, Nubank, Mercado Bitcoin e Foxbit também anunciaram pedidos de autorização ou iniciativas regulatórias.

Qual foi o volume de transações da O3 Trade em 2026?

Entre janeiro e outubro de 2026, a companhia registrou um giro bruto de cerca de 2,2 bilhões de USDT, equivalente a mais de R$ 10 bilhões em operações.