Analistas reduzem projeção para as ações do banco digital negociadas em Wall Street devido a riscos de inadimplência.

As ações do Nubank negociadas em Wall Street acumulam perdas de cerca de 30% desde o início do ano. O cenário desafiador fez com que o Itaú BBA decidisse cortar o preço-alvo dos papéis de US$ 18 para US$ 15 até o final de 2027.

A revisão nas estimativas ocorre em meio a sinais de deterioração no crédito ao consumidor brasileiro e expectativas elevadas para o próximo balanço corporativo. Os analistas alertam que a queda recente na bolsa não garante uma oportunidade segura de compra.

A avaliação dos riscos foi detalhada em um relatório recente, conforme informação divulgada por seudinheiro, apontando que o pior cenário pode ainda estar por vir para a instituição financeira no mercado internacional.

Endividamento familiar e inflação pressionam o Nubank

O endividamento das famílias brasileiras atingiu níveis recordes, afetando principalmente os consumidores de renda mais baixa. A inflação acima do esperado e a projeção de alta no desemprego aumentam os riscos para o setor bancário.

A combinação de fatores adversos pode anular o suporte de transferências sociais e restrições às apostas online. Instituições como Bradesco e Santander Brasil já relataram aumento na inadimplência de pessoas físicas.

Riscos no cartão de crédito e novas regras do Banco Central

O cartão de crédito e os empréstimos pessoais sem garantia possuem peso relevante nas operações do banco digital. Essas linhas aceleram o crescimento, mas geram vulnerabilidade quando o orçamento familiar aperta.

O Banco Central iniciou a implementação de medidas para conter o superendividamento e sinalizou novas regras para 2026. A regulação mais rígida pode limitar a capacidade de expansão e rentabilidade da fintech.

Projeções reduzidas e foco no longo prazo

O Itaú BBA projeta uma desaceleração na expansão da carteira de crédito do Nubank, caindo do ritmo atual de 37% para 26% em 2027. O mercado mexicano ainda não possui escala suficiente para compensar essa perda de velocidade no Brasil.

Apesar dos cortes nas estimativas de lucro, o banco reforça que mantém uma visão otimista sobre a tese de longo prazo, aguardando maior visibilidade para recomendar uma posição mais construtiva nas ações.

Perguntas Frequentes

Por que o Itaú BBA cortou o preço-alvo do Nubank?

O Itaú BBA reduziu o preço-alvo de US$ 18 para US$ 15 devido aos riscos crescentes de inadimplência, maior endividamento das famílias e possíveis impactos regulatórios.

Qual é a projeção para as ações do Nubank em Wall Street?

Mesmo com o corte para US$ 15 até o final de 2027, o novo preço-alvo ainda implica um potencial de valorização de cerca de 25% em relação ao fechamento anterior.

Como o endividamento afeta o Nubank?

O endividamento recorde das famílias brasileiras, somado à inflação alta, aumenta os riscos em cartões de crédito e empréstimos pessoais, elevando a inadimplência.

Quando será divulgado o próximo balanço do Nubank?

O balanço financeiro do terceiro trimestre de 2026 está previsto para ser divulgado no dia 12 de novembro.