Prazo do Banco Central encerra nesta sexta-feira e mudanças em regras bancárias geram alerta para investidores
O prazo estabelecido pelo Banco Central do Brasil para que corretoras de criptomoedas solicitem autorização de funcionamento termina nesta sexta-feira. A exigência, voltada às empresas do setor, busca regulamentar a atuação das prestadoras no mercado nacional, conforme informação divulgada por livecoin.
Apesar do fim do prazo em outubro, o impacto prático para os investidores deve ocorrer nas próximas semanas. A principal preocupação do mercado envolve novas regras sobre a relação entre as corretoras de ativos virtuais e as instituições financeiras tradicionais.
Especialistas alertam que o saldo dos clientes não sofre alteração imediata, mas questões operacionais exigem atenção redobrada. Cerca de quarenta empresas já protocolaram o pedido formal de licença junto à autarquia financeira.
Impacto para investidores e saldo em criptomoedas
De acordo com Mário Machado, assessor de investimentos da InvestSmart, a principal dúvida dos usuários é sobre o destino dos fundos no encerramento de outubro. Para quase todo investidor, nada muda de forma imediata na custódia dos ativos.
A Resolução BCB 520 concedeu duzentos e setenta dias para a adaptação das empresas que já operavam no Brasil. As companhias que enviarem a documentação no prazo podem manter o atendimento normal enquanto aguardam a análise definitiva.
Por outro lado, as empresas que perderem a data terão o prazo de trinta dias corridos para encerrar as atividades no país. Essa contagem estabelece o final de novembro como o limite definitivo para a saída dessas plataformas do mercado brasileiro.
Mudança na regra bancária e o risco do dia 6 de novembro
Um ponto crítico na regulamentação envolve uma alteração recente no artigo noventa e um da norma do Banco Central. Com a publicação da Resolução BCB 589 em setembro, o início da trava bancária foi adiado para o dia 6 de novembro.
A mudança retirou a expressão que protegia as companhias em processo de análise. Dessa forma, a leitura literal da regra atual impede que bancos negociem com corretoras que ainda aguardam a aprovação definitiva da licença.
Esse descompasso pode gerar dúvidas operacionais sobre a manutenção de contas em moeda nacional. Sem o esclarecimento da autarquia, o investidor poderá enfrentar demora para realizar saques em reais nas corretoras em análise.
Segurança patrimonial e Fundo Garantidor de Créditos
No que diz respeito à proteção do patrimônio, o especialista ressalta que a entrada no regime regulado não inclui as criptomoedas na cobertura do Fundo Garantidor de Créditos. O mecanismo de segurança funciona obrigatoriamente por meio da segregação patrimonial.
Essa regra separa os ativos dos usuários do caixa da empresa, proibindo o uso desse saldo em operações próprias. No entanto, o risco associado à volatilidade dos criptoativos continua sendo de responsabilidade exclusiva do comprador.
Para evitar surpresas, a recomendação é que os clientes exijam por escrito a confirmação do protocolo junto às corretoras. Também é fundamental identificar quem guarda as chaves privadas e qual será a política de transferência dos ativos.
Perguntas Frequentes
O que acontece com meu saldo em criptomoedas no dia 30 de outubro?
Para quase todo investidor, o saldo não sofre alteração imediata, pois a obrigação de solicitar autorização é voltada às corretoras e não aos clientes.
Por que a data de 6 de novembro preocupa o mercado cripto?
Uma mudança na regra bancária pode impedir que bancos negociem com corretoras que ainda estão com o processo de autorização em análise no Banco Central.
As criptomoedas na corretora possuem garantia do FGC?
Não, a regulamentação do Banco Central não inclui os criptoativos na cobertura do Fundo Garantidor de Créditos, exigindo apenas a segregação patrimonial dos ativos.


