Empresa protocola pedido no Banco Central e consolida infraestrutura de liquidez com stablecoins

A NoxPay deu um passo decisivo em sua trajetória corporativa nesta quarta-feira, 30 de outubro de 2026, ao protocolar oficialmente seu pedido de autorização junto ao Banco Central do Brasil. A instituição busca operar como Sociedade Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais na modalidade de intermediação, além de solicitar o aval para atuar no Mercado de Câmbio.

Com sede na Vila Olímpia, em São Paulo, a fintech especializada no modelo B2B e B2B2C construiu uma reputação sólida baseada em conformidade rigorosa e alta capacidade de execução em tesouraria institucional. O movimento regulatório visa blindar suas operações e oferecer um guarda-chuva jurídico completo para bancos e fintechs que utilizam suas APIs de pagamento.

A expansão regulatória ocorre em um momento de forte consolidação da empresa no mercado global, conforme informação divulgada por livecoin, evidenciando o papel estratégico dos ativos digitais na economia moderna e nas transações internacionais de grande volume.

Infraestrutura de liquidez com stablecoins

A NoxPay consolidou-se como uma engrenagem fundamental no ecossistema de liquidez entre criptoativos e moeda fiduciária na América Latina. A empresa foca no uso real de stablecoins, como o USDC, para otimizar os fluxos de pagamento entre o Pix brasileiro e corredores internacionais na Europa, Estados Unidos e Ásia.

Por meio de sua tecnologia de Crossramp Checkout, a instituição automatiza processos complexos de on-ramp e off-ramp com governança em tempo real. Isso garante validação estrita de titularidade e prevenção rigorosa à lavagem de dinheiro, seguindo padrões exigidos pelo setor bancário tradicional.

Volume expressivo na rede Stellar

Um dos grandes destaques operacionais da NoxPay é a sua expressiva tração na blockchain da Stellar, onde movimenta um volume superior a US$ 330 milhões em USDC por mês. Essa marca coloca a empresa brasileira entre as operações de maior relevância institucional em todo o ecossistema global da rede.

Segundo João Paulo Oliveira, fundador e administrador da NoxPay, a alta movimentação comprova que as stablecoins já representam a espinha dorsal da liquidação financeira moderna. O executivo ressalta que a nova fase regulatória separa quem constrói infraestrutura duradoura de iniciativas passageiras.

Governança e conformidade com o Banco Central

Para submeter o processo ao Departamento de Organização do Sistema Financeiro do Banco Central, a NoxPay estruturou um pacote robusto de capitalização superior às exigências prudenciais da Resolução Conjunta nº 14/2025. A empresa também implementou sistemas avançados de monitoramento on-chain e identificação biométrica global.

Enquanto aguarda a análise do órgão regulador sob a regulação da Resolução BCB nº 519/2025, a NoxPay continua expandindo sua malha de liquidez institucional. A estratégia visa integrar novas instituições financeiras e plataformas de pagamento que buscam soluções seguras e reguladas para operar com ativos digitais no Brasil.

Perguntas Frequentes

O que é a NoxPay e qual o seu modelo de atuação?

A NoxPay é uma instituição brasileira sediada em São Paulo, especializada em infraestrutura de liquidez e conversão de ativos virtuais, operando nos modelos B2B e B2B2C para atender bancos, fintechs e plataformas de pagamento.

Qual licença a NoxPay solicitou ao Banco Central do Brasil?

A empresa protocolou pedido de autorização para funcionar como Sociedade Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais na modalidade de intermediação, cumulado com o pedido de autorização para atuar no Mercado de Câmbio.

Qual é o volume de transações mensais da NoxPay na rede Stellar?

A NoxPay movimenta um volume superior a US$ 330 milhões em USDC por mês na blockchain da Stellar, destacando-se entre as operações de maior tração institucional do ecossistema global da rede.