Flávio Bolsonaro pode levar o Ibovespa aos 250 mil pontos? Morgan Stanley indica quais ações investir em cada cenário de 2º turno
Depois de fechar a pouco mais de 192 mil pontos no último pregão, o Ibovespa disparou nesta segunda-feira (5), reagindo ao resultado do primeiro turno das eleiç


Após o desfecho do primeiro turno, banco vê espaço para uma forte reprecificação da bolsa, e separa as ações que podem se beneficiar de cada cenário eleitoral Depois de fechar a pouco mais de 192 mil pontos no último pregão, o Ibovespa disparou nesta segunda-feira (5), reagindo ao resultado do primeiro turno das eleições. Para o Morgan Stanley, porém, essa pode ser apenas a largada. O banco norte-americano projeta o principal índice da bolsa brasileira escalando aos 250 mil pontos no curto prazo, o que representaria uma alta de cerca de 30% em relação ao fechamento de sexta-feira (2) e de aproximadamente 19% sobre o nível atual. A distância até os 250 mil pontos é considerável, sobretudo porque o Brasil chega a 2027 carregando uma lista nada desprezível de problemas fiscais.
Mas, para os analistas, a bolsa não precisa esperar as contas públicas melhorarem para começar a reagir. A tese do banco é justamente que os mercados podem se antecipar à evolução da economia. - Veja também: Petrobras (PETR4) ou Vale (VALE3): qual delas se dá melhor caso Flávio Bolsonaro vença o segundo turno O efeito Flávio Bolsonaro na bolsa: JP Morgan vira a mão com Brasil após 1º turno das eleições — e vê alta de até 20% Flávio Bolsonaro à frente de Lula deve gerar alta de até 45% no Ibovespa e beneficiar estas ações, segundo BTG e Citi - Petrobras (PETR4) ou Vale (VALE3): qual delas se dá melhor caso Flávio Bolsonaro vença o segundo turno - O efeito Flávio Bolsonaro na bolsa: JP Morgan vira a mão com Brasil após 1º turno das eleições — e vê alta de até 20% - Flávio Bolsonaro à frente de Lula deve gerar alta de até 45% no Ibovespa e beneficiar estas ações, segundo BTG e Citi “Esperamos que o mercado se aproxime da nossa projeção de 250 mil pontos para o índice Ibovespa no curto prazo, oferecendo potencial de valorização de aproximadamente 30% até o fim do ano, desde que as probabilidades de uma mudança de direcionamento de política econômica permaneçam intactas”, diz o banco norte-americano. Na visão dos analistas, um resultado eleitoral que abra espaço para uma mudança na condução da política econômica, combinado a um plano fiscal factível, poderia reduzir rapidamente o prêmio de risco do Brasil. ## O efeito Flávio Bolsonaro na bolsa: JP Morgan vira a mão com Brasil após 1º turno das eleições — e vê alta de até 20% ## Flávio Bolsonaro à frente de Lula deve gerar alta de até 45% no Ibovespa e beneficiar estas ações, segundo BTG e Citi Com isso, o real ganharia força, os juros poderiam cair e as ações seriam reprecificadas antes mesmo de indicadores como dívida e resultado primário mostrarem uma melhora efetiva. “Em resumo: a execução fiscal será gradual, mas a reprecificação dos ativos brasileiros não necessariamente será”, afirma o Morgan Stanley, em relatório. ## Ibovespa em 250 mil pontos? A diferença entre os cenários traçados pelo Morgan Stanley ajuda a entender o tamanho da aposta.
No cenário otimista, o banco prevê crescimento de 1,5% em 2027, Selic em 9,75% e estabilização da dívida pública. Aqui, o dólar chegaria a R$ 4,50, provavelmente no primeiro trimestre de 2027, com ajuda da entrada de capital estrangeiro na bolsa. Na renda fixa, a aposta é de uma queda inicial de 100 a 150 pontos-base nas taxas dos contratos mais longos da curva de juros futuros (DI). A leitura é que o prêmio de risco fiscal poderia recuar mais rapidamente do que o prêmio de inflação.
Já no cenário pessimista, a economia cresceria apenas 0,2%, enquanto os juros permaneceriam em 15,5% e a dívida ultrapassaria 100% do PIB até 2033. O pano de fundo, contudo, é apertado. Mais de 91% dos gastos públicos são obrigatórios, há pouco espaço para novos ajustes pelo lado das receitas e, na avaliação do banco norte-americano, a regra fiscal vem perdendo força diante das exceções. Por isso, o risco não está apenas em um crescimento mais fraco.
Uma combinação de inflação persistente, juros altos e incerteza fiscal poderia alimentar uma sequência de real mais fraco, prêmio de risco maior, menor espaço para cortes de juros e deterioração da dívida. “Os desafios são reais e representam riscos importantes. No entanto, como em toda boa história de recuperação, os retornos potenciais podem ser significativos, e a economia brasileira possui capacidade para passar por um rebalanceamento que pode durar vários anos”, avalia o Morgan Stanley. O caminho oposto seria um “choque de gradualismo”, segundo o Morgan Stanley: mesmo que o ajuste fiscal leve tempo, um plano considerado crível poderia melhorar as expectativas rapidamente e antecipar a queda do prêmio de risco. ## A bolsa em cada cenário Como o segundo turno ainda está em aberto, o Morgan Stanley dividiu suas preferências na bolsa brasileira em dois grupos, de acordo com os possíveis caminhos para a política econômica. Se houver mudança de política econômica, com maior ênfase em investimento e uma eventual queda dos juros, o banco prefere empresas mais sensíveis à redução do custo de capital e à melhora da atividade doméstica.
Nesse grupo estão Nubank (ROXO34), XP (XPBR31), BTG Pactual (BPAC11) e B3 (B3SA3), além de nomes de consumo como Mercado Livre (MELI), Cyrela (CYRE3) e Vivara (VIVA3). Também aparecem Petrobras (PETR4) e Banco do Brasil (BBAS3), além de empresas ligadas ao ciclo de investimentos, como Axia Energia (AXIA3), Rumo (RAIL3) e Motiva (MOTV3). A lógica é que uma queda do prêmio de risco e dos juros poderia favorecer justamente as companhias mais expostas à economia brasileira e ao custo de financiamento. Já se houver continuidade da política econômica atual, o Morgan Stanley privilegia empresas com receitas em moeda forte, capazes de oferecer uma espécie de proteção caso o real permaneça mais fraco.
A lista inclui Vale (VALE3), Embraer (EMBJ3), Gerdau (GGBR4), JBS (JBSS32) e Suzano (SUZB3). Também aparecem Itaú (ITUB4) e Porto Seguro (PSSA3), que podem se beneficiar de juros mais elevados, além de TIM (TIMS3) e Telefônica Brasil (VIVT3), consideradas opções mais defensivas no setor de telecomunicações. Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap.
Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações. MAIS OTIMISMO COM O PAPEL ## Bank of America vê potencial de alta de 64% para a JBS (JBSS32) e calcula a renda extra para o investidor ## Ibovespa a 200 mil pontos? Gestor diz o que pode acontecer com seus investimentos se Lula ou Flávio vencerem FECHAMENTO DOS MERCADOS ## No último pregão antes das eleições, Ibovespa dispara, chega nos 192 mil pontos e sobe 2,63% POR QUE É TÃO IMPORTANTE? ## Mais petróleo na Margem Equatorial: Petrobras (PETR4) anuncia nova descoberta e confirma boa qualidade do óleo encontrado em agosto Conteúdo BTG Pactual ## Fundo multimercado que já rendeu CDI + 4,36% desde sua criação segue na ‘contramão’ das tendências; conheça PODCAST TOUROS E URSOS ## Eleições podem levar o Ibovespa acima de 200 mil pontos?
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