Ibovespa quebra a barreira dos 200 mil e dispara 7,70% após eleições; B3SA3 salta 22%
Ibovespa quebra a barreira dos 200 mil e dispara 7,70% após eleições; B3SA3 salta 22%O Ibovespa fez história nesta segunda-feira (5). No primeiro pregão após o


O Ibovespa fez história nesta segunda-feira (5). No primeiro pregão após o primeiro turno das eleições, o índice disparou 7,70%, aos 206.911,89 pontos, maior alta diária desde março de 2020, e fechou pela primeira vez acima dos 200 mil pontos. Na máxima, chegou aos inéditos 209.605,70 pontos, depois de sair dos 192.114,55 pontos registrados na sexta-feira (2). O movimento refletiu uma forte reprecificação dos ativos brasileiros após o resultado das urnas e a nova composição do Congresso.
A leitura predominante entre investidores foi de aumento das chances de uma mudança na condução da política fiscal a partir de 2027, enquanto Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva avançaram ao segundo turno. Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad, destaca que o mercado passou a incorporar uma perspectiva mais favorável para as contas públicas. “Mais do que o alívio imediato, o resultado das urnas trouxe uma sensível melhora nas perspectivas para a trajetória da dívida pública, ancorando a confiança do mercado em um cenário econômico mais estável a partir de 2027”, afirma. A reação atravessou praticamente toda a bolsa. Os juros futuros despencaram, o VXBR, conhecido como “índice do medo” brasileiro, chegou a cair 30%, e o volume de negócios superou 5 milhões de operações, ante média diária próxima de 1,2 milhão. ## Cotação do dólar hoje O dólar comercial acompanhou a festa brasileira, mas pelo caminho inverso: despencou 4,12%, a R$ 5,001.
Na mínima, chegou a R$ 4,953, rompendo a barreira dos R$ 5 durante boa parte do pregão. Segundo Nossig, o movimento ocorreu mesmo com o dólar ganhando força no exterior, reforçando o caráter doméstico da reação desta segunda-feira. ## Fechamento das bolsas americanas Enquanto o Ibovespa viveu um pregão histórico no Brasil, Wall Street também terminou no azul, mas em ritmo bem mais comportado. O destaque ficou com o Nasdaq, que renovou seu recorde de fechamento, impulsionado por gigantes de tecnologia como Nvidia e Microsoft. A queda do petróleo e a redução das apostas em uma nova alta de juros pelo Federal Reserve também favoreceram o apetite por risco. - Dow Jones: +0,18%, aos 51.267,90 pontos - S&P 500: +0,66%, aos 7.773,95 pontos - Nasdaq: +1,05%, aos 27.477,31 pontos O Nasdaq foi o grande destaque da sessão e terminou em máxima histórica de fechamento. ## Maiores altas e baixas A sessão teve números que normalmente pareceriam erro de digitação.
Magazine Luiza (MGLU3) disparou 24,18%, enquanto B3 (B3SA3) saltou 22,63%. C&A (CEAB3) avançou 19,71%, Lojas Renner (LREN3), 15,39%, Bradesco (BBDC4), 13,57%, Banco do Brasil (BBAS3), 11,00%, e Itaú (ITUB4), 10,37%. Petrobras (PETR4) também entrou na festa e ganhou 8,19%, mesmo com o petróleo em queda. Mas nem todo mundo recebeu convite.
Suzano (SUZB3) caiu 5,39%, Embraer (EMBJ3) perdeu 3,31% e Vale (VALE3) recuou 0,97%, ficando de fora do rali histórico. Depois de semanas em que pesquisas eleitorais fizeram o mercado oscilar de um lado para o outro, as urnas finalmente entregaram um resultado concreto. A reação foi imediata e colocou o Ibovespa em um território completamente novo: acima dos 200 mil pontos.
Conteúdo originalmente publicado por suno. Reproduzido com fins informativos.
