Queda superior a 30% na semana zera ganhos do ano e coloca tese de investimentos à prova
As ações preferenciais do BTG Pactual (BPAC11) viram os ganhos de quase um ano se diluírem em poucos pregões na bolsa brasileira, após acumularem uma queda superior a 30% na semana, conforme informação divulgada por seudinheiro.
A reviravolta nos mercados aconteceu em decorrência da turbulência gerada pela surpreendente reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no último domingo, que alterou as perspectivas econômicas para o país e o mercado de capitais.
Diante do cenário de juros elevados e incertezas fiscais, o Itaú BBA rebaixou a recomendação das units do banco para neutro e reduziu o preço-alvo, levantando dúvidas se ainda vale a pena comprar os papéis após o tombo, conforme informação divulgada por seudinheiro.
Rebaixamento do Itaú BBA para BPAC11
O Itaú BBA cristalizou a mudança de visão sobre a instituição financeira ao rebaixar as units BPAC11 para market perform, o equivalente a recomendação neutra, cortando o preço-alvo para o fim de 2027 de R$ 70 para R$ 60.
Por volta das 13h, os papéis do banco recuavam forte no Ibovespa, registrando baixa de 5,07%, cotados a R$ 51,30, refletindo a cautela generalizada dos investidores com o cenário macroeconômico brasileiro.
Diversificação de negócios do BTG Pactual
Antes das eleições, a tese de alta era sustentada pela forte diversificação dos negócios do banco, que englobam banco de investimentos, gestão de recursos, crédito e wealth management, reduzindo a dependência do mercado de capitais.
Em junho, o JP Morgan havia elevado a recomendação dos papéis para compra, apostando na capacidade da instituição de sustentar o crescimento mesmo em um ambiente adverso de juros altos e inflação persistente.
Impacto da economia fraca e juros altos
Apesar da resiliência operacional, os analistas apontam que a resistência dos negócios não garante a mesma estabilidade na cotação, já que investidores exigem retornos maiores para manter recursos na renda variável.
O Itaú BBA reduziu em 5% a estimativa de lucro do BTG Pactual para 2027, projetando R$ 23,2 bilhões, e destacou que a exposição ao crédito corporativo e de consumo requer atenção redobrada com a inadimplência.
Avaliação de preço atrativo para compra
Para quem avalia se o tombo abriu uma oportunidade de compra, o relatório indica que o banco negocia a cerca de nove vezes o lucro estimado para 2027, deixando espaço limitado para valorização imediata.
Segundo a análise da instituição, uma visão mais favorável sobre os papéis só deve retornar caso as cotações atinjam a faixa entre R$ 45 e R$ 50, patamar considerado mais atrativo frente aos riscos projetados.
Perguntas Frequentes
Por que as ações do BTG Pactual (BPAC11) caíram tanto?
Os papéis despencaram devido à turbulência no mercado após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, gerando temores sobre juros altos por mais tempo e incertezas fiscais.
Qual é a nova recomendação do Itaú BBA para o BPAC11?
O Itaú BBA rebaixou a recomendação das units para market perform, equivalente a neutro, e reduziu o preço-alvo de R$ 70 para R$ 60 para o final de 2027.
Ainda vale a pena comprar ações do BTG Pactual após a queda?
Analistas do Itaú BBA avaliam que o preço atual ainda reflete a qualidade do banco e indicam que patamares entre R$ 45 e R$ 50 seriam mais atrativos para nova entrada.
Quais são os principais riscos para o BTG Pactual nos próximos anos?
O banco enfrenta desafios como atividade econômica fraca, inflação persistente, juros elevados e a exposição ao crédito, que pode elevar as despesas com perdas e inadimplência.


