Governo francês ativa centro de crise após 320 mil manifestantes irem às ruas contra custo de vida e reformas.
Novos confrontos isolados eclodiram em Paris e em outras cidades francesas ao final de manifestações nacionais. Os protestos foram motivados pela indignação com o custo de vida e a precariedade dos serviços públicos.
As autoridades mobilizaram forças de segurança em grande número para evitar a repetição dos graves distúrbios ocorridos há duas semanas. As marchas coincidiram com o feriado de Halloween e com a véspera da retomada das aulas escolares.
A participação atingiu 320 mil manifestantes em todo o país, incluindo 70 mil na capital, conforme informação divulgada por money.
Crise econômica e pressão política sobre Emmanuel Macron
O movimento reuniu estudantes, sindicatos e manifestantes dos Coletes Amarelos contra a gestão do presidente Emmanuel Macron. Manifestantes criticaram duramente a condução da economia francesa durante as marchas nas avenidas.
O líder da extrema esquerda Jean-Luc Mélenchon participou da linha de frente em Paris. Enquanto isso, a líder de extrema direita Marine Le Pen ganha impulso nas pesquisas para a eleição presidencial de abril.
Confrontos e uso de gás lacrimogêneo em várias cidades
A polícia de choque avançou para dispersar pequenos grupos de agitadores no final da marcha em Paris. Houve lançamento de gás lacrimogêneo em Lyon e Toulouse, além de tensões em Marselha.
O Ministério do Interior informou que elementos radicais tentaram causar danos e saques, mas foram contidos. O uso de máscaras de Halloween gerou alerta para ocultar a identidade de vândalos.
Impacto financeiro e perdas no varejo de Paris
A economia francesa enfrenta contração no terceiro trimestre e a agência Fitch revisou a perspectiva da dívida para negativa. A dívida pública se aproxima de 120% do PIB, limitando as manobras do governo.
A Câmara de Comércio estima que as perdas para o varejo ultrapassem 1 bilhão de euros. Lojas de marcas de luxo como Hermès, Louis Vuitton e Burberry mantêm vitrines fechadas com tábuas e grades.
Perguntas Frequentes
Por que estão ocorrendo protestos na França?
Os protestos foram motivados pela indignação com o alto custo de vida, inflação, preços de combustíveis e precariedade dos serviços públicos sob o governo de Emmanuel Macron.
Quantas pessoas participaram das manifestações recentes?
O Ministério do Interior informou que 320 mil manifestantes participaram em todo o país, sendo 70 mil apenas em Paris, apresentando uma redução em relação aos sábados anteriores.
Quais cidades francesas registraram confrontos?
Confrontos isolados e ações policiais com gás lacrimogêneo ocorreram em Paris, Lyon, Toulouse, Bordeaux e Marselha durante o final das marchas.
Qual o impacto econômico dos protestos na França?
A Câmara de Comércio estima que as perdas para o setor varejista ultrapassem 1 bilhão de euros, em meio a uma economia em contração e dívida pública próxima de 120% do PIB.


