Fim das apostas online no Brasil traz alívio para o consumo das famílias e supermercados, segundo relatório do BTG Pactual.

A proibição das plataformas de apostas online, conhecidas popularmente como bets, já começa a refletir positivamente no desempenho das vendas de supermercados e no setor de varejo alimentar em todo o país.

A medida regulatória, implementada recentemente pelo governo, coincide com dados otimistas divulgados pela Associação Brasileira de Supermercados, apontando uma retomada gradual no poder de compra das famílias brasileiras.

Os reflexos econômicos dessa transição foram analisados por especialistas do BTG Pactual, conforme informação divulgada por moeny times.

Impacto da proibição das bets no varejo alimentar

Segundo o relatório publicado pelo banco, as vendas no varejo alimentar registraram um crescimento de 6,5% na comparação anual entre os dias 5 e 11 de outubro.

O avanço continuou nos dias seguintes, marcando alta de 6,3% entre 12 e 18 de outubro, logo após o banimento oficial das plataformas de apostas em 25 de setembro.

Apesar de os números preliminares ainda não estabelecerem uma relação direta e definitiva, analistas apontam indícios encorajadores de mudança nos padrões de consumo das famílias.

Comportamento do Pix e o poder de compra das famílias

A Associação Brasileira de Supermercados também registrou uma queda inicial de 10% no volume de transações financeiras via Pix logo após o bloqueio das apostas.

Posteriormente, esse indicador apresentou uma estabilização, mantendo-se cerca de 7% abaixo dos patamares anteriores observados no mercado brasileiro.

Para o banco, a recuperação anterior observada em setembro era sustentada apenas por preços mais altos, mas o novo cenário pode finalmente reverter a perda de poder aquisitivo.

Potencial do mercado regulado de apostas e migração de recursos

O mercado regulado de apostas movimentou cerca de R$ 36,9 bilhões em receita bruta no último ano, contando com aproximadamente 25,2 milhões de participantes adultos.

Com um gasto médio líquido de R$ 122 por mês por apostador, parte expressiva desses recursos tende a retornar gradualmente para o consumo tradicional no comércio.

No entanto, os analistas alertam para o risco de parte dos apostadores migrar para plataformas ilegais, o que pode limitar o impacto positivo total da medida no varejo.

Assaí e Grupo Mateus entre os potenciais vencedores

Na avaliação do BTG Pactual, redes de atacarejo como Assaí e Grupo Mateus figuram como os principais potenciais vencedores com o aquecimento das vendas nos supermercados.

Além do setor supermercadista, o impulso no consumo pode beneficiar futuramente outros segmentos importantes do varejo nacional, como farmácias e o comércio de vestuário.

Apesar do otimismo com os primeiros dados, o banco reforça que ainda é prematuro decretar a entrada do setor em um ciclo estrutural definitivo de recuperação.

Perguntas Frequentes

A proibição das bets aumentou as vendas nos supermercados?

Sim, dados da ABRAS mostram alta de 6,5% e 6,3% nas vendas de supermercados após o banimento das apostas, indicando possível melhora no consumo das famílias.

Quais empresas podem se beneficiar com o fim das apostas online?

O BTG Pactual aponta que redes de atacarejo como Assaí e Grupo Mateus estão entre os potenciais vencedores com o possível aumento nas vendas do varejo.

Quanto os brasileiros gastavam mensalmente com bets?

Estimativas indicam que o gasto médio líquido era de aproximadamente R$ 122 por mês por apostador adulto no mercado regulado de apostas.