Descubra como comprar o primeiro imóvel em leilões judiciais e extrajudiciais com até 60% de desconto.

Comprar o primeiro imóvel por meio de leilões imobiliários tornou-se uma alternativa lucrativa no Brasil, conforme apontam especialistas do setor financeiro e jurídico em entrevistas recentes.

A prática, que atrai cada vez mais brasileiros em busca da casa própria, oferece descontos expressivos em comparação ao mercado tradicional, embora exija atenção redobrada aos editais e às burocracias envolvidas na arrematação.

A estratégia, contudo, apresenta riscos que vão desde imóveis ocupados até dívidas ocultas, conforme informação divulgada por seudinheiro.

Vantagens dos leilões e descontos de até 60%

Thaisline Silva, especialista em crédito imobiliário e porta-voz da Caixa Econômica Federal, iniciou sua trajetória em pregões no ano de 2019, quando adquiriu uma casa por um valor bastante acessível.

A profissional destaca que os leilões superam programas habitacionais tradicionais como o Minha Casa Minha Vida, pois permitem encontrar propriedades com reduções expressivas de preço em relação ao mercado.

Douglas Cabral, advogado especialista em Direito Imobiliário e membro do IBRADIM, reforça que a modalidade extrajudicial é uma excelente porta de entrada para quem deseja investir ou morar.

Tipos de leilão e os cuidados com o edital

Existem basicamente duas modalidades no país, sendo o leilão extrajudicial realizado por bancos como Caixa, Banco do Brasil e Santander quando o devedor não quita o financiamento imobiliário.

Já o leilão judicial ocorre dentro de processos movidos na Justiça, como ações cíveis ou trabalhistas, onde o juiz determina a venda do bem penhorado para o pagamento de credores.

Os especialistas alertam que o primeiro passo para evitar prejuízos é a leitura minuciosa do edital, garantindo que as fotos e descrições correspondam exatamente à matrícula do imóvel.

Riscos de imóveis ocupados e documentação

A maioria das propriedades em leilão costuma estar ocupada, o que exige planejamento jurídico e financeiro por parte do novo proprietário para a desocupação pacífica ou legal.

Outro ponto crítico é a verificação da certidão de matrícula, que possui validade de apenas trinta dias e evita surpresas desagradáveis como contratos de locação vigentes.

Além disso, é fundamental confirmar o registro oficial do leiloeiro na Junta Comercial do estado para evitar golpes aplicados em sites falsos na internet.

Custos extras e planejamento financeiro

O valor do lance não representa a despesa total da operação, sendo necessário calcular custos adicionais como a comissão de 5% do leiloeiro e impostos.

O comprador precisa arcar com o Imposto sobre Transmissão de Bens de Imóveis, conhecido como ITBI, além de taxas de cartório e reformas necessárias no local.

Dívidas antigas de condomínio, consideradas obrigações vinculadas ao próprio bem, também podem ser transferidas para o arrematante, exigindo pesquisa prévia detalhada.

Perguntas Frequentes

Como funciona o leilão de imóveis da Caixa?

O leilão extrajudicial da Caixa ocorre quando o banco consolida a propriedade de um bem dado como garantia de financiamento não pago, disponibilizando o ativo em sites oficiais para lances.

Quais são os principais riscos de comprar em leilão?

Os maiores riscos envolvem a compra de imóveis ocupados, divergências físicas em relação à matrícula, prazos de locação vigentes e débitos pendentes de condomínio ou IPTU.

É possível financiar um imóvel de leilão?

Sim, mas no caso da Caixa é obrigatório aprovar o crédito antes do lance, pois a desistência após a arrematação pode gerar multa de 5% sobre o valor do bem.

Qual a diferença entre leilão judicial e extrajudicial?

O leilão extrajudicial é feito diretamente por instituições financeiras, enquanto o judicial decorre de processos de execução de dívidas na Justiça conduzidos por juízes.