Inflação supera o teto da meta e atinge 4,58% em 12 meses, mas títulos públicos operam em queda no mercado nacional

As taxas dos títulos públicos operam em queda nesta sexta-feira, dia 9, contrariando as expectativas do mercado financeiro após a divulgação de um indicador de inflação acima do esperado no país. O movimento de recuo afeta todos os papéis disponíveis para compra no Tesouro Direto, surpreendendo investidores em meio ao cenário econômico atual.

A principal motivação para a alta inflacionária veio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, divulgado pelo IBGE, que apontou uma alta expressiva puxada principalmente pelo custo da energia elétrica residencial e dos combustíveis no período recente. O cenário traz novos desafios para a condução da política monetária pelo Banco Central, conforme informação divulgada por money.

Apesar da pressão inflacionária, fatores externos e internos, como o recuo nos preços internacionais do petróleo e a oscilação do dólar comercial, ajudaram a direcionar o comportamento dos juros futuros e das taxas negociadas na plataforma de investimentos do governo federal nesta sessão.

Comportamento dos títulos prefixados hoje

Entre os papéis prefixados negociados no Tesouro Direto, a maior queda registrada na sessão foi a do Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037, cuja taxa recuou de 12,69% para 12,57% ao ano. Outros prazos importantes também acompanharam o movimento de baixa nas mesas de operação.

O Tesouro Prefixado 2032 passou de 12,61% para 12,54% ao ano, enquanto o Tesouro Prefixado 2029 registrou variação de 12,33% para 12,30% ao ano, refletindo o apetite dos investidores pelos ativos de renda fixa prefixada nesta manhã.

Variação dos papéis atrelados à inflação

Na família dos títulos atrelados à inflação, as quedas nas taxas de juro real variaram de 0,06 a 0,10 ponto percentual. O Tesouro IPCA+ 2040 e o IPCA+ com Juros Semestrais 2037 lideraram esse movimento de ajuste nos rendimentos oferecidos ao público.

O primeiro papel saiu de IPCA mais 6,61% para IPCA mais 6,51%, e o segundo foi de IPCA mais 6,76% para IPCA mais 6,66%. Já o Tesouro IPCA+ 2050 passou a pagar um juro real de 6,48% ao ano, ante os 6,57% registrados anteriormente, atraindo aportes de longo prazo.

Impacto do IPCA e cenário econômico

O IBGE informou que o IPCA subiu 0,82% em setembro, revertendo a deflação de 0,32% registrada em agosto e superando a alta de 0,73% projetada por pesquisa da Reuters. Em 12 meses, o índice chegou a 4,58%, ultrapassando o teto de 4,5% da meta de inflação.

Para o economista-chefe da MAG Investimentos, Felipe Rodrigo de Oliveira, o dado coloca a inflação acima do teto da meta contínua. Já Rafael Sueishi, head de renda fixa da Manchester Investimentos, avalia que o indicador reduz o conforto do Banco Central para continuar cortando os juros.

Perguntas Frequentes

Por que as taxas do Tesouro Direto caíram com a inflação alta?

As taxas caíram devido a fatores externos e internos, como o recuo do petróleo no exterior e a queda do dólar, que compensaram a alta do IPCA no humor dos investidores.

Qual foi o resultado da inflação em setembro segundo o IBGE?

O IPCA subiu 0,82% em setembro, acumulando alta de 4,58% em 12 meses, resultado que ficou acima do teto da meta de inflação estabelecida para o período.

Quais títulos sofreram as maiores quedas nos rendimentos?

O Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 e os títulos IPCA+ de longo prazo registraram as maiores reduções nas taxas oferecidas aos investidores.