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Taxas do Tesouro Direto mergulham até 1,28 ponto percentual após o 1º turno

As maiores quedas nas taxas do Tesouro Direto na abertura desta segunda-feira (5) ocorreram nos títulos prefixados. O Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 203

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5 de outubro de 2026 às 12:25
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Taxas do Tesouro Direto mergulham até 1,28 ponto percentual após o 1º turno

As maiores quedas nas taxas do Tesouro Direto na abertura desta segunda-feira (5) ocorreram nos títulos prefixados. O Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 recuou de 14,28% para 13,00% ao ano, o que representa 128 pontos-base, e o Prefixado 2032 passou de 14,21% para 12,95%, uma queda de 126 pontos-base, na comparação com o fechamento de sexta-feira (2). A abertura ocorreu às 11h28 (horário de Brasília), mais tarde do que o habitual, no primeiro pregão depois do primeiro turno das eleições presidenciais. O Tesouro Prefixado 2029 foi de 13,84% para 12,74%, queda de 110 pontos-base.

Entre os títulos atrelados à inflação, as taxas dos seis Tesouro IPCA+ recuaram entre 65 e 76 pontos-base. O IPCA+ 2050 teve a maior queda, de IPCA + 7,08% para IPCA + 6,32%, e o IPCA+ 2032 e o IPCA+ 2040 caíram 75 pontos-base cada, de IPCA + 7,66% para IPCA + 6,91% e de IPCA + 7,25% para IPCA + 6,50%, respectivamente. Os IPCA+ com Juros Semestrais 2037, 2045 e 2060 recuaram 70, 65 e 72 pontos-base. ## Ibovespa Hoje Ao Vivo: Ibovespa tem dia de euforia e chega aos 209 mil pontos Bolsa brasileira ganha mais de 17 mil pontos na sessão de hoje ## Flávio à frente de Lula testa aposta dos multimercados na Bolsa via opções Fundos tinham exposição limitada a renda variável brasileira até o fim de setembro, mês em que retornos voltaram a aparecer nas carteiras Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula (PT), com 99,99% das urnas apuradas, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O segundo turno está marcado para 25 de outubro, e o PL elegeu a maior bancada da Câmara dos Deputados.

Em comentário divulgado no domingo (4), Marcelo Boragini, especialista em renda variável da Davos Investimentos, avaliou que a reação mais provável na segunda-feira inclui fechamento da curva de juros, “principalmente nos vencimentos mais longos”. Ele também alertou para a possibilidade de realização de lucros depois de uma abertura forte. “Acho que volatilidade, de fato, vai ser o nome do jogo ainda”, afirmou. Felipe Balassiano, da gestora ASA, também esperava “fechamento dos juros nominais e reais”. Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, afirmou em comentário nesta segunda que, com a perspectiva de um novo arcabouço fiscal, “o mercado financeiro antecipa uma dinâmica de dívida bruta mais controlada, o que levou a fortes cortes nos juros futuros”.

Para Marcelo Bassani, economista e fundador da Boa Brasil Capital, “com a expectativa de uma troca de poder (…), isso agrada ao mercado, e as expectativas fazem com que os juros futuros também venham a cair”. Alexandre Pletes, head de renda variável da Faz Capital, também esperava fechamento da curva, mas fez uma ressalva sobre o cenário externo. Segundo ele, existe um movimento mundial de abertura das curvas de juros, ligado ao endividamento dos governos, entre outros fatores, que gera “uma resistência ao fechamento da curva de juros por causa desse movimento global”. Confira as taxas do Tesouro Direto às 11h28 desta segunda-feira (5):

Conteúdo originalmente publicado por money. Reproduzido com fins informativos.

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