Relatório revela alta expressiva no uso de stablecoins e avanço sobre o sistema financeiro tradicional.

As stablecoins se consolidaram como um dos pilares mais dinâmicos da economia global ao registrarem uma movimentação superior a US$ 400 bilhões por hora, funcionando ininterruptamente. Esse ecossistema digital atrai cada vez mais usuários e desafia as fronteiras geográficas tradicionais do mercado financeiro.

Um levantamento abrangente elaborado pelas empresas The Block e Coinbase detalha a expansão vertiginosa dessas moedas atreladas ao dólar. O estudo aponta que o volume transacionado cresce a uma taxa anual composta de 49,94% desde o início de 2023, conforme informação divulgada por livecoin.

A adoção em massa dessas criptomoedas descentralizadas transforma a forma como pessoas, empresas e agora até inteligências artificiais realizam transações monetárias cotidianas. A agilidade e a redução drástica de custos em comparação com os meios tradicionais impulsionam essa verdadeira revolução digital.

Volume de transações e crescimento anual

O volume de transações com stablecoins superou marcas históricas ao atingir US$ 891 bilhões no terceiro trimestre de 2026, mesmo após o expurgo de atividades automatizadas e bots. Especialistas estimam que esse montante possa saltar para US$ 1,48 trilhão até o final de 2027, caso o ritmo atual de expansão seja mantido.

Outro indicador sólido dessa adoção global é a quantidade de usuários ativos utilizando a tecnologia. Atualmente, 293 milhões de endereços únicos mantêm stablecoins, superando o número somado de clientes de soluções bancárias mobile de gigantes como JPMorgan Chase, Bank of America, Wells Fargo e Citi.

Vantagens em remessas internacionais e comércio

As transferências internacionais representam um dos casos de uso mais fortes para as stablecoins, especialmente para imigrantes que enviam remessas regulares aos seus países de origem. Enquanto bancos tradicionais cobram taxas elevadas via SWIFT ou empresas como a Western Union aplicam tarifas de até 9%, enviar USDC pela rede Base custa apenas 1%.

Além disso, o estudo aponta que 73% do volume analisado de transferências ocorreu fora do horário bancário americano, demonstrando que a economia digital opera sem interrupções. Isso permite que empresas otimizem seu capital de giro com liquidações contínuas e maior agilidade no comércio global.

Adoção bancária e agentes de inteligência artificial

Embora pudessem representar uma ameaça, grandes instituições financeiras já testam a tecnologia para atender às demandas de clientes. Sete dos dez maiores bancos dos EUA, incluindo JPMorgan Chase e Citibank, já avaliaram depósitos tokenizados ou stablecoins em suas operações internas.

Para o futuro próximo, o relatório destaca o papel dos agentes de IA como novos atores econômicos. Com a capacidade de realizar micropagamentos para chamadas de API ou dados sob demanda sem burocracia, estimativas indicam que IAs poderão movimentar entre US$ 3 trilhões e US$ 5 trilhões até 2030.

Perguntas Frequentes

Quanto as stablecoins movimentam por hora?

As stablecoins movimentam mais de US$ 400 bilhões por hora, operando ininterruptamente 24 horas por dia em todo o mundo.

Quantas pessoas utilizam stablecoins atualmente?

Existem atualmente 293 milhões de endereços únicos que mantêm stablecoins, superando a base combinada de aplicativos de grandes bancos americanos.

Quais bancos já estão testando stablecoins?

Sete dos dez maiores bancos dos Estados Unidos, incluindo JPMorgan Chase e Citibank, já testaram depósitos tokenizados ou stablecoins.

Como as stablecoins afetam os custos de remessas internacionais?

Enquanto bancos cobram taxas altas como 16% via SWIFT, transferências utilizando USDC podem custar apenas 1% de taxa.