Ex-jogador foi absolvido em ação trabalhista e comprovou que teve sua imagem usada indevidamente pela pirâmide financeira.

O ex-jogador Ronaldinho Gaúcho foi oficialmente absolvido do quadro societário da empresa 18k Ronaldinho, conforme decisão proferida pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte. A medida traz novos desdobramentos sobre o caso da pirâmide financeira que atuou no país.

A estrutura fraudulenta funcionou entre os anos de 2019 e 2020, captando milhões de reais de investidores brasileiros sob a promessa de lucros mensais expressivos. Na ocasião, o ex-atleta atuava principalmente como o principal garoto-propaganda da marca investigada.

A reviravolta ocorreu em um processo movido na justiça trabalhista por Rhafael Horácio Nunes de Oliveira, que apontava o envolvimento do famoso. A apuração completa do caso foi trazida a público conforme informação divulgada por livecoin.

Absolvição na justiça trabalhista

No processo trabalhista, o autor da ação alegava ter atuado como diretor de logística na empresa e afirmava que Ronaldinho Gaúcho seria um sócio oculto do negócio. Segundo a acusação, a inclusão de seu nome na sociedade faria parte de uma manobra interna.

Para se defender das acusações, a defesa do ex-jogador apresentou perante a justiça um contrato formal de cessão de imagem firmado com a empresa. A juíza Symeia Simiao avaliou os documentos e concluiu que o ícone do futebol não participava da gestão fraudulenta.

Contrato de cessão de imagem afasta culpa

A magistrada entendeu que o ex-atleta teve sua imagem vinculada de forma indevida ao esquema de pirâmide financeira. Antes mesmo da sentença, o Ministério Público do Trabalho já havia solicitado a exclusão do ex-jogador do polo passivo do processo por falta de provas.

Mesmo após faltar a uma audiência acompanhado de seu advogado no final de setembro de 2023, a defesa apresentou argumentos sólidos suficientes. Vale lembrar que o ex-craque já havia prestado depoimento na CPI das Pirâmides Financeiras negando envolvimento.

Condenação do verdadeiro dono da empresa

Enquanto o ex-jogador foi inocentado das acusações, a justiça trabalhista condenou Marcelo Lara Marcelino ao pagamento de R$ 1,3 milhão. A sanção ocorreu porque ele foi apontado como o responsável por incluir funcionários em quadros societários de fachada.

Somando as custas processuais decorrentes da condenação, o valor total da dívida imposta ao ex-dono da pirâmide financeira ultrapassa a marca de R$ 1,7 milhão, encerrando mais um capítulo judicial sobre o caso.

Perguntas Frequentes

Ronaldinho Gaúcho era dono da 18k Ronaldinho?

Não. A justiça trabalhista concluiu que o ex-jogador não era dono da empresa e apenas teve sua imagem vinculada indevidamente à pirâmide financeira.

Qual foi a decisão da justiça sobre o ex-jogador?

Ronaldinho Gaúcho foi absolvido do processo e retirado do quadro societário após apresentar um contrato de cessão de imagem perante o tribunal.

Quem foi condenado pela justiça trabalhista no caso?

O empresário Marcelo Lara Marcelino foi condenado a pagar mais de R$ 1,7 milhão em custas e indenizações trabalhistas por criar sociedades de fachada.