Operação ClickFix desarticula quadrilha após invasão de sistemas e marca o maior confisco de criptomoedas em autocustódia do Brasil.

A Polícia Civil de Santa Catarina executou a apreensão de cerca de US$ 1,7 milhão em criptomoedas guardadas em carteiras de autocustódia. A ação ocorreu no âmbito da Operação ClickFix para frear uma rede especializada em fraudes financeiras de alta tecnologia.

A investigação foi deflagrada pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática da Polícia Civil de Santa Catarina e revelou um avanço técnico sem precedentes na custódia privada de ativos digitais por autoridades policiais estaduais.

O montante total apreendido em criptomoedas ultrapassa a marca de R$ 8,7 milhões, consolidando o maior confisco desse tipo já executado por polícias estaduais no Brasil, conforme informação divulgada por livecoin.

Apreensão de criptomoedas em tempo real

O agente Eduardo Graebin explicou que foram localizadas quatro seed phrases durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão. Os policiais importaram e analisaram as carteiras em tempo real, identificando ativos em diferentes endereços e blockchains.

A equipe executou treze transações de transferência e apreensão, conduzindo os fundos para a conta institucional da Polícia Civil de Santa Catarina na corretora Foxbit. Foram apreendidos ativos em Bitcoin, Ethereum, Tron e USDT, totalizando aproximadamente US$ 1,7 milhão.

Uso de software especializado para rastreio

O trabalho técnico contou com o auxílio do Wallet Scan, da Chainalysis, permitindo localizar cerca de US$ 218 mil adicionais em criptoativos. Esse valor em reais supera R$ 1,12 milhão e poderia não ter sido identificado sem o uso de softwares avançados.

A operação cumpriu dezessete mandados de busca e apreensão e ordens de prisão contra dois líderes da organização criminosa. O apoio das polícias civis de São Paulo e Rio Grande do Sul foi essencial para o desdobramento da investigação em setembro.

Bloqueio de bens e invasão de órgãos públicos

O confisco total alcançou o bloqueio judicial de até R$ 93 milhões em contas bancárias operadas pelos suspeitos. A Justiça também bloqueou R$ 5 milhões em imóveis urbanos e apreendeu veículos esportivos, incluindo um modelo Corvette de luxo.

A Polícia Civil destacou que o grupo criminoso invadiu credenciais de diversos órgãos públicos brasileiros, incluindo sistemas do Poder Judiciário e forças policiais. Dados sensíveis de empresas da cadeia de suprimentos financeira também foram acessados.

Perguntas Frequentes

Qual foi o valor apreendido na Operação ClickFix?

A Polícia Civil apreendeu cerca de US$ 1,7 milhão em criptomoedas, equivalentes a mais de R$ 8,7 milhões, em carteiras de autocustódia.

Onde os criptoativos apreendidos foram guardados?

Os fundos foram transferidos para a conta institucional da Polícia Civil de Santa Catarina sob a custódia da corretora Foxbit.

Quais órgãos participaram da operação policial?

A ação foi liderada pela Polícia Civil de Santa Catarina, com o apoio operacional das polícias civis de São Paulo e do Rio Grande do Sul.