Companhia telefônica divulga resultados sob falência com reversão de dívidas bilionárias.

A operadora de telecomunicações Oi (OIBR3) divulgou nesta quarta-feira, dia 7, um balanço financeiro atrasado referente ao exercício de 2025 que revelou um prejuízo consolidado histórico de R$ 36,4 bilhões, revertendo o lucro de R$ 9,61 bilhões registrado no ano anterior.

A divulgação ocorreu já sob o processo de falência da empresa, que enfrentou uma série de questionamentos e recebeu uma opinião adversa dos auditores independentes da PricewaterhouseCoopers sobre a real situação patrimonial apresentada nos documentos.

O impacto negativo nos números decorre principalmente de ajustes contábeis bilionários relacionados às dívidas da companhia após a conversão da recuperação judicial em falência, conforme informação divulgada por suno.

Impacto contábil e reversão da recuperação judicial

O resultado financeiro da tele passou de positivo em R$ 12,18 bilhões, em 2024, para negativo em R$ 33,18 bilhões, em 2025. Segundo a empresa, a mudança drástica ocorreu devido à reversão de ajustes feitos nas obrigações durante a recuperação judicial.

Na prática, dívidas que haviam sido recalculadas conforme o plano aprovado tiveram seus saldos recompostos aos valores originais após a conversão da recuperação em falência, gerando um impacto negativo de aproximadamente R$ 30 bilhões.

A gestão esclareceu que se trata de um efeito estritamente contábil sobre o resultado, e não de um pagamento imediato desse montante realizado de uma só vez pela massa falida da corporação brasileira.

Opinião adversa dos auditores independentes

A auditoria independente realizada pela PricewaterhouseCoopers concluiu que as demonstrações financeiras não apresentam adequadamente a situação patrimonial da companhia segundo as normas aplicáveis ao setor.

O principal problema apontado pelos auditores foi a preparação das contas considerando o pressuposto de continuidade normal das operações, em vez de seguir a base contábil de liquidação exigida para o atual cenário.

A equipe de auditoria informou ainda que seriam necessários ajustes significativos nas contas, mas que não recebeu evidências suficientes para determinar os valores exatos dessas correções patrimoniais.

Situação das ações e deslistagem na B3

Em 25 de agosto de 2026, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro manteve a decisão que converteu a recuperação judicial em falência, com a continuidade provisória das atividades operacionais da empresa.

Posteriormente, a B3 decidiu cancelar a listagem das ações ordinárias e preferenciais. Um comunicado oficial informou que os papéis deixariam o ambiente de negociação, passando aos registros do Banco do Brasil.

A deslistagem na bolsa não cancela automaticamente os papéis e os investidores permanecem acionistas enquanto existirem as ações e a personalidade jurídica da sociedade empresária.

Perguntas Frequentes

Qual foi o prejuízo da Oi (OIBR3) em 2025?

A companhia registrou um prejuízo consolidado de R$ 36,4 bilhões no exercício de 2025, revertendo o lucro de R$ 9,61 bilhões obtido no ano anterior.

O que causou o prejuízo bilionário da Oi?

O resultado foi impactado principalmente pela reversão de ajustes nas dívidas após a conversão da recuperação judicial em falência, somando cerca de R$ 30 bilhões em efeitos contábeis.

O que aconteceu com as ações da Oi na B3?

A B3 cancelou a listagem dos papéis OIBR3 e OIBR4, que foram transferidos para os registros do Banco do Brasil, embora os investidores sigam como acionistas.

O que significa a opinião adversa da PwC?

A auditoria apontou que as contas não refletem adequadamente a situação patrimonial e deveriam seguir a base contábil de liquidação devido à falência.