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O que explica a liderança de Flávio: veja onde ele cresceu sobre Bolsonaro

O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno das eleições de 2026 na liderança depois de ampliar a votação obtida pelo p

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5 de outubro de 2026 às 12:16
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O que explica a liderança de Flávio: veja onde ele cresceu sobre Bolsonaro

O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno das eleições de 2026 na liderança depois de ampliar a votação obtida pelo pai, Jair Bolsonaro, quatro anos atrás em regiões decisivas do país. O candidato recebeu 56,1 milhões de votos, ou 47,03% dos válidos. Enquanto isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou com 53,9 milhões, equivalentes a 45,16%. A diferença foi de cerca de 2,2 milhões de votos. - Tabu de 37 anos pode cair?

Líder do 1º turno nunca perdeu eleição presidencial A comparação com 2022 ajuda a explicar o resultado. Jair Bolsonaro teve 51,07 milhões de votos no primeiro turno daquela eleição. Flávio acrescentou aproximadamente 5 milhões ao desempenho do pai. Esse crescimento ocorreu principalmente pela ampliação das margens onde o bolsonarismo já era forte e pelo avanço em territórios que haviam dado vantagem a Lula há quatro anos. ## Lula x Flávio: quem venceu em cada capital?

Senador teve ampla vantagem no Centro-Oeste, enquanto Lula manteve liderança no Nordeste ## Flávio supera Lula nas urnas: o que pode explicar o resultado acima das pesquisas Migração de indecisos e de eleitores da direita ajuda a explicar diferença em relação aos levantamentos ## Sul e Sudeste ampliam vantagem Sul e Sudeste foram fundamentais para a liderança de Flávio. Nas duas regiões, o candidato abriu uma diferença combinada de aproximadamente 10,7 milhões de votos sobre Lula. Em 2022, Jair Bolsonaro havia terminado cerca de 5,5 milhões de votos à frente do petista nesses mesmos territórios. São Paulo teve peso central.

Flávio alcançou 51,93% dos votos válidos no estado, enquanto Lula ficou com 38,20%. Quatro anos antes, Jair Bolsonaro havia recebido 47,7% e Lula, 40,9%. O movimento, portanto, ocorreu nas duas pontas. Flávio aumentou a participação do campo bolsonarista e Lula perdeu terreno no maior colégio eleitoral do país.

No Rio Grande do Sul, a diferença também cresceu. Flávio recebeu 55,6% dos votos válidos, ante 48,9% alcançados pelo pai no primeiro turno de 2022. Minas Gerais representa uma das mudanças mais importantes do mapa. Lula havia vencido o primeiro turno no estado em 2022, com 48,29%, contra 43,60% de Jair Bolsonaro.

Desta vez, Flávio terminou na frente. Ao mesmo tempo, Lula perdeu cerca de 619 mil votos no estado na comparação com quatro anos atrás. O recuo foi especialmente relevante no noroeste mineiro e no Triângulo, áreas com forte presença do agronegócio. O Tocantins também mudou de lado.

Depois de dar maioria a Lula em 2022, o estado passou para Flávio neste primeiro turno. Essas mudanças foram importantes porque permitiram ao candidato do PL crescer fora dos redutos onde seu pai já tinha desempenho dominante. ## Flávio também avança no Nordeste O Nordeste continua sendo a principal base de Lula, que venceu nos nove estados da região. A diferença, porém, diminuiu. O presidente recebeu 63,8% dos votos válidos, contra 30,9% de Flávio.

A margem petista foi de aproximadamente 11,1 milhões de votos. Em 2022, Lula havia aberto 12,9 milhões sobre Jair Bolsonaro. Flávio recebeu cerca de 1,6 milhão de votos a mais do que o pai na região. Em números absolutos, o Nordeste respondeu pela maior parcela do crescimento de sua votação nacional.

O avanço apareceu em áreas do Matopiba, além de estados como Ceará e Alagoas. Flávio não chegou perto de retirar a liderança de Lula na região. O efeito eleitoral foi reduzir o saldo que o petista tradicionalmente leva do Nordeste para compensar derrotas em outras partes do país. ## Lula perde 3,4 milhões de votos O crescimento de Flávio coincidiu com uma redução da votação de Lula. O presidente caiu de 57,26 milhões de votos no primeiro turno de 2022 para 53,88 milhões agora, uma perda de aproximadamente 3,4 milhões.

Mais da metade dessa queda ocorreu no Sudeste. Lula recebeu cerca de 984 mil votos a menos em São Paulo e 619 mil a menos em Minas Gerais. Também perdeu aproximadamente 512 mil votos no Rio Grande do Sul, 309 mil no Paraná e 266 mil em Goiás. Em participação nos votos válidos, Lula teve desempenho inferior ao registrado em 2022 em 25 estados. ## O mapa que colocou Flávio na frente A liderança de Flávio resulta de uma combinação territorial, com o crescimento expressivo nos redutos de direita, conquista de estados que haviam votado em Lula e redução da desvantagem no Nordeste.

O candidato do PL não dependeu de uma única região. Ampliou a votação do pai no Sul e Sudeste e conseguiu acrescentar votos mesmo onde Lula continuou amplamente majoritário. Esse movimento ocorreu enquanto o presidente perdeu principalmente no Sudeste e no Sul. De cada 100 votos que Lula deixou de receber em relação a 2022, 53 estavam no Sudeste e 28 no Sul.

A diferença nacional entre os dois, porém, permanece pequena: 1,87 ponto percentual. Para o segundo turno, quase 8% dos votos válidos que foram para outros candidatos entram novamente na disputa. Flávio tentará preservar o mapa que construiu no domingo, enquanto Lula precisará recuperar parte das perdas nos grandes colégios e recompor a margem nos estados em que teve desempenho inferior ao de 2022.

Conteúdo originalmente publicado por money. Reproduzido com fins informativos.

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