Segmento de fundos negociados em Bolsa se aproxima de 1 milhão de investidores e busca novos produtos

O mercado brasileiro de ETFs registra forte expansão na B3, aproximando-se da marca de 1 milhão de participantes e alcançando R$ 142 bilhões em patrimônio em agosto de 2026, impulsionado pela diversificação da oferta e pela busca por novas classes de ativos.

Segundo Danilo Gabriel, gestor responsável por ETFs na XP, o ritmo de crescimento se intensificou nos últimos anos, com a indústria nacional dobrando de tamanho entre 2024 e 2025, embora ainda exista um potencial enorme de desenvolvimento comparado ao mercado americano.

A popularização desses veículos de investimento reflete a combinação de custos competitivos, facilidade de negociação em Bolsa e diversificação acessível, conforme informação divulgada por suno.

Vantagens e custos dos ETFs na B3

A atratividade dos ETFs reside na facilidade de negociar cotas durante o pregão e acessar mercados globais com valores baixos, como investir em índices internacionais com apenas R$ 10 ou R$ 20 por aplicação.

Danilo Gabriel ressalta que o fundo funciona como um conduíte para classes específicas de ativos, exigindo que o investidor avalie sempre os riscos da categoria escolhida, seja renda fixa, ações ou criptomoedas.

Além disso, o custo reduzido em comparação à compra direta de múltiplos papéis atrai investidores que buscam simplificar a montagem de uma carteira diversificada e de longo prazo.

Novos produtos e regulação no Brasil

Para o futuro, a XP planeja preencher lacunas e ter um produto para cada classe de ativo, priorizando alocações de longo prazo entre renda fixa, renda variável e investimentos globais e alternativos.

A evolução regulatória também pode trazer novidades como ETFs alavancados, inversos e de gestão ativa, instrumentos úteis para estratégias táticas que exigem cautela devido à volatilidade diária.

A diversificação da grade de produtos deve consolidar ainda mais a presença desses fundos no cenário financeiro brasileiro nos próximos anos.

Tributação e vantagens de longo prazo

A estrutura de tributação dos ETFs de renda fixa apresenta diferenciais competitivos importantes, como a alíquota de 15% sem incidência de IOF e a ausência do come-cotas.

Como o fundo não possui prazo de vencimento, o capital permanece rendendo juros compostos até a realização do lucro, favorecendo o investidor que mantém o foco no longo prazo.

Por outro lado, o gestor lembra que a apuração de impostos em renda variável exige o recolhimento via DARF e que a escolha deve considerar custos, riscos e objetivos gerais.

Perguntas Frequentes

O que é um ETF na B3?

Um ETF é um fundo de investimento negociado em Bolsa que replica o desempenho de um índice de referência, permitindo diversificação instantânea com baixo custo.

Quanto custa para investir em ETFs?

É possível encontrar opções na B3 com aportes iniciais acessíveis, a partir de R$ 10 ou R$ 20, além de taxas de administração competitivas oferecidas pelas gestoras.

ETFs de renda fixa pagam come-cotas?

Não, os ETFs de renda fixa não possuem a cobrança semestral do come-cotas, permitindo que o capital invista e renda juros compostos por mais tempo.

Quais são os riscos de investir em ETFs?

O risco de um ETF está diretamente atrelado à classe de ativos que ele representa, exigindo análise de volatilidade, liquidez e horizonte de investimento.