Entenda como a aquisição da startup pelo iFood Benefícios impacta os trabalhadores e o mercado de benefícios corporativos.
O iFood Benefícios anunciou um acordo estratégico para comprar a Caju, startup de tecnologia voltada para benefícios corporativos, despesas e gestão de pessoas, movimentando um setor avaliado em R$ 150 bilhões anualmente no Brasil, conforme informação divulgada por seudinheiro.
A operação empresarial reúne duas companhias fundadas em 2020 e busca integrar serviços para ampliar as opções de descontos e facilitar a rotina dos departamentos de recursos humanos nas empresas contratantes.
No entanto, os clientes e funcionários devem aguardar os próximos passos, pois o negócio ainda precisa obrigatoriamente passar pelo crivo e aprovação oficial do Cade e do Banco Central antes de ser finalizado.
Impacto para quem recebe vale-refeição e vale-alimentação
Por enquanto, não há alterações previstas para os trabalhadores que utilizam os cartões das duas empresas no dia a dia. Até a conclusão de todas as etapas regulatórias, as companhias continuam operando de forma totalmente independente.
O iFood Benefícios oferece vantagens como descontos pelo Clube iFood, ofertas para refeições presenciais e marmitas econômicas, além de um saldo que pode render até 40% a mais com base na rede de restaurantes parceiros.
Com a união estrutural, a intenção é ampliar ainda mais a aceitação dos cartões. O iFood Benefícios conecta-se com mais de 500 mil estabelecimentos, enquanto a Caju está presente em mais de 12 milhões de locais aceitos em todo o país.
Mudanças no PAT e reflexos nos preços das refeições
A transação ocorre em um momento de transformações nas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador, que atende mais de 22 milhões de brasileiros em cerca de 470 mil empresas por todo o território nacional.
As novas normas estabelecem um limite de 3,6% para as taxas cobradas dos estabelecimentos comerciais, buscando reduzir custos operacionais elevados que eram repassados ao setor de alimentação e varejo.
Segundo Arthur Freitas, CEO do iFood Benefícios, a redução das taxas de transação pode dar margem para os restaurantes investirem e eventualmente oferecerem refeições mais baratas, embora o repasse dependa de cada estabelecimento.
Integração de serviços para o RH e futuro da operação
A operação pretende reunir em uma única oferta serviços de benefícios, despesas e gestão de pessoas, facilitando o trabalho diário dos profissionais de recursos humanos das corporações contratantes.
Segundo Eduardo Del Giglio, cofundador e CEO da Caju, a união permitirá acelerar iniciativas voltadas à experiência dos usuários, atendendo mais de 70 mil empresas clientes em uma mesma estrutura tecnológica.
O acordo foi formalmente comunicado ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica nesta terça-feira e, após o aval regulatório, trará novidades sobre como a integração de produtos será disponibilizada aos usuários.
Perguntas Frequentes
O vale-refeição da Caju ou do iFood vai mudar agora?
Não, pois a operação ainda depende da aprovação do Cade e do Banco Central, mantendo as empresas independentes no momento.
A compra do iFood Benefícios vai deixar a comida mais barata?
A redução de taxas do PAT pode abrir margem para os estabelecimentos, mas a diminuição nos preços depende de cada comércio.
O que acontece com os clientes da Caju após a aquisição?
A intenção é combinar os serviços e ampliar as opções de descontos e estabelecimentos aceitos, sem impacto imediato aos usuários.


