Bolsa recua com inflação e Copom no radar dos mercados

O Ibovespa registrou nesta terça-feira a sua sexta queda consecutiva, recuando 1,42% e fechando aos 165.528 pontos, pressionado por um ambiente econômico desafiador após o feriado prolongado no Brasil.

A sessão foi marcada por forte volatilidade em ativos de peso, como as ações da Petrobras (PETR4), enquanto o dólar comercial disparou e se aproximou perigosamente da marca psicológica de R$ 5,50.

O movimento negativo reflete o pessimismo dos investidores com as contas públicas, a revisão para cima nas projeções de inflação e a expectativa em torno da decisão do Copom, conforme informação divulgada por suno.

Impacto nas ações e commodities

As petroleiras brasileiras sofreram forte pressão vendedora após a desvalorização externa do petróleo tipo Brent durante o feriado, com recuos expressivos na PRIO e na Brava Energia, além da queda de quase 4% da Petrobras na Bolsa.

Empresas sensíveis às taxas de juros, como a Cogna, lideraram as perdas do Ibovespa com um tombo superior a 12%, enquanto a Azzas 2154 e a Hapvida também registraram quedas expressivas no pregão brasileiro.

Na ponta oposta, a fabricante de aeronaves Embraer destacou-se positivamente ao subir mais de 4%, impulsionada pelo anúncio de um contrato internacional para o fornecimento de três aeronaves militares KC-390 à Grécia.

Dólar e incertezas fiscais no Brasil

O dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,79%, cotado a R$ 5,4871, impulsionado predominantemente por fatores domésticos locais relacionados ao cenário fiscal e à condução da política econômica do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo análises do mercado financeiro, a dificuldade de recuperação dos ativos nacionais decorre da falta de definições fiscais claras e da contínua saída de investidores estrangeiros, que ajustam suas posições após as eleições presidenciais.

O recém-divulgado Relatório Focus indicou uma piora nas perspectivas macroeconômicas para 2027, com a projeção do IPCA ultrapassando o teto da meta oficial e a taxa Selic estimada em patamares mais elevados pelo Banco Central.

Expectativa pela decisão do Copom

O mercado financeiro brasileiro concentra agora todas as suas atenções na decisão do Copom, que avaliará os rumos da taxa básica de juros em meio aos riscos fiscais e às pressões inflacionárias crescentes no país.

Os investidores buscam sinais mais claros por parte do Banco Central sobre o futuro da política monetária, fator considerado essencial para tentar interromper a sequência negativa de quedas consecutivas da Bolsa brasileira.

Enquanto isso, as bolsas em Wall Street encerraram a sessão sem direção única, divididas entre a recuperação de ações de tecnologia como Nvidia e Microsoft e a repercussão das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.

Perguntas Frequentes

Por que o Ibovespa caiu pela sexta vez seguida?

O Ibovespa caiu devido à combinação de expectativas de inflação mais altas, dúvidas sobre as contas fiscais, forte queda nas ações da Petrobras e ajustes antes da decisão do Copom.

Quanto fechou o dólar no pregão desta terça-feira?

O dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,79%, cotado a R$ 5,4871, aproximando-se da marca de R$ 5,50 pressionado por fatores domésticos.

Quais foram os principais destaques de alta e baixa na Bolsa?

A Cogna liderou as baixas com queda de 12,66% e a Petrobras recuou quase 4%, enquanto a Embraer liderou as altas com ganho de 4,10% após anunciar contrato com a Grécia.