Bolsa tem dia de instabilidade, dólar sobe e construção civil alerta para custos com o fim da escala 6x1.
O mercado financeiro brasileiro registra um cenário de instabilidade nesta quinta-feira, influenciado pela reta final das eleições e pelos desdobramentos econômicos nacionais e internacionais. A cautela dos investidores reflete diretamente nas negociações da Bolsa de Valores e na alta da moeda norte-americana, conforme informação divulgada por money.
Analistas acompanham de perto os indicadores macroeconômicos divulgados recentemente, incluindo o avanço tímido das vendas no varejo em agosto e a piora nas projeções para o déficit fiscal e a dívida pública em 2026. O ambiente de incerteza política também pressiona a curva de juros futuros no país.
Paralelamente, o setor produtivo brasileiro manifesta forte preocupação com as mudanças trabalhistas em discussão no Congresso Nacional. A aprovação do fim da escala 6x1 no Senado gera debates intensos sobre o impacto operacional e financeiro nas empresas brasileiras, conforme informação divulgada por money.
Impactos do fim da escala na construção civil
Com a aprovação do fim da escala 6x1 no Senado, entidades representativas alertam para o encarecimento drástico das obras no Brasil. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção estima que a redução da jornada exigirá a contratação de aproximadamente 288 mil novos trabalhadores a partir de 2027.
O setor já enfrenta escassez de mão de obra qualificada e forte concorrência com serviços de transporte por aplicativos. Segundo a entidade, o encarecimento poderá reduzir em cerca de 30 mil unidades habitacionais o programa Minha Casa, Minha Vida anualmente.
Desempenho do Ibovespa e do dólar comercial
O Ibovespa opera em movimento de instabilidade nesta quinta-feira, registrando leves variações ao longo da sessão enquanto investidores reavaliam riscos políticos e fiscais. O indicador principal reflete o clima de cautela predominante nos mercados acionários globais.
No mercado de câmbio, o dólar comercial registra alta firme, cotado na faixa de R$ 5,04 e atingindo máximas próximas a R$ 5,05 durante o pregão. Os juros futuros também avançam, acompanhando a piora nas previsões econômicas para os próximos anos.
Movimentações corporativas e cenário internacional
No setor de mineração, a Vale projeta que sua subsidiária de metais básicos representará mais de 40% do Ebitda nos próximos anos. O CEO Gustavo Pimenta destacou o crescimento na produção de cobre, com meta de atingir 700 mil toneladas até 2035 na conferência FT Metals & Mining Summit.
Enquanto isso, a Agência Internacional de Energia decidiu acelerar a liberação de reservas estratégicas de petróleo acima de 400 milhões de barris para conter pressões globais de energia. No setor de seguros, a Liberty Mutual anunciou a aquisição da Austral Seguradora para ampliar sua atuação no mercado brasileiro.
Perguntas Frequentes
Como o Ibovespa e o dólar operam hoje?
O Ibovespa registra instabilidade com leves oscilações, enquanto o dólar comercial opera em alta, cotado na faixa de R$ 5,04, impulsionado por fatores políticos e fiscais.
Qual é o impacto do fim da escala 6x1 na construção civil?
Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção, a medida exigirá a contratação de 288 mil novos operários e poderá reduzir a entrega de moradias populares devido ao encarecimento.
Quais foram os destaques corporativos recentes no mercado?
A Vale prevê que os metais básicos superarão 40% do Ebitda com o avanço do cobre, e a Liberty Mutual anunciou a compra da Austral Seguradora no Brasil.


