Gestora de Luis Stuhlberger enxerga novas oportunidades na bolsa brasileira após o primeiro turno, mas aponta riscos externos
O mercado financeiro brasileiro voltou a figurar com destaque nas estratégias da Verde Asset, gestora comandada por Luis Stuhlberger, impulsionado pelo otimismo pós-eleitoral e pelas expectativas econômicas.
A avaliação favorável ganhou força após o resultado do primeiro turno das eleições, que surpreendeu os investidores com a vantagem do candidato Flávio Bolsonaro sobre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa presidencial.
Diante desse cenário político reformulado, a gestora identificou um ambiente propício para capturar retornos nos ativos locais, conforme informação divulgada por seudinheiro.
Impacto do primeiro turno na bolsa brasileira
O resultado das urnas no primeiro turno reduziu significativamente os prêmios de risco e gerou um forte movimento de alta nos ativos locais, impulsionado pelo chamado trade Flávio e pela perspectiva de uma política fiscal mais rigorosa no país.
No pregão seguinte à votação realizada em outubro, o índice Ibovespa registrou um salto expressivo de 7,7%, enquanto os juros longos fecharam em queda e a moeda norte-americana recuou frente ao real.
A Verde Asset destacou que a combinação de um controle fiscal mais firme com a queda na trajetória dos juros cria um cenário altamente favorável para destravar o valor represado nos ativos brasileiros ao longo dos próximos meses.
Aposta estratégica na bolsa e cautela no exterior
Com a melhora das perspectivas domésticas, o fundo Verde decidiu elevar marginalmente a sua exposição ao mercado acionário brasileiro, apostando em um novo ciclo de valorização para as empresas listadas na B3.
Em contrapartida, o ambiente internacional passou a exigir maior cautela devido à alta persistente nas taxas de juros de longo prazo nas principais economias desenvolvidas, impulsionada por pressões inflacionárias globais.
A gestora alertou que o encarecimento do crédito nos Estados Unidos e a postura mais rígida do Federal Reserve podem gerar volatilidade e respingar nos mercados emergentes, caso o cenário externo se deteriore ainda mais.
Proteções globais e alocação da carteira
Para mitigar os riscos associados ao cenário internacional adverso, a gestora manteve posições de proteção, incluindo investimentos em ouro, prata e alocações voltadas para capturar a queda de juros reais norte-americanos.
Na renda fixa doméstica, o fundo preferiu não assumir posições direcionais agressivas, focando sua estratégia principal na seleção de oportunidades atrativas no segmento de crédito local e ações.
A Verde ressalta que, embora o otimismo prevaleça no âmbito interno, a concretização de uma alta sustentável na bolsa dependerá de avanços efetivos na agenda fiscal do próximo governo a partir do segundo turno.
Perguntas Frequentes
O que é o trade Flávio na bolsa de valores?
O trade Flávio representa a reação positiva dos investidores na bolsa brasileira após o desempenho de Flávio Bolsonaro no primeiro turno das eleições, alimentando expectativas de controle fiscal e queda de juros.
Qual é a visão da Verde Asset sobre o Ibovespa?
A Verde Asset vê espaço para um novo rali no Ibovespa devido à baixa exposição inicial de investidores e à perspectiva de melhora na combinação entre política fiscal e monetária no Brasil.
Quais são os principais riscos apontados pelo fundo Verde?
Os principais riscos destacados pela gestora envolvem a alta dos juros de longo prazo nos Estados Unidos, pressões inflacionárias globais e conflitos geopolíticos internacionais.


