Senador nega corte de R$ 200 milhões e acusa adversários de terrorismo político durante entrevista na TV Globo
O candidato à Presidência pelo Partido Liberal, Flávio Bolsonaro, negou categoricamente que pretenda realizar um corte drástico de despesas públicas, medida que foi apelidada por opositores de tesouraço. A declaração foi dada durante entrevista concedida à jornalista Renata LoPrete, na TV Globo, na última sexta-feira.
Durante a sabatina, o parlamentar classificou como fake news as informações que circulam sobre o suposto plano de suprimir recursos fundamentais da administração federal. Ele afirmou que os adversários políticos estão promovendo uma campanha de terrorismo eleitoral para confundir o eleitorado brasileiro.
Entre as mentiras apontadas pelo candidato estão boatos sobre o fim de direitos sociais básicos, conforme informação divulgada por moeny times. O político ironizou a situação ao afirmar que chegaram a inventar que sua gestão acabaria com elementos naturais.
Declarações sobre aposentadorias e pisos
O senador rebateu veementemente os boatos de que sua eventual gestão acabaria com a política de valorização do salário mínimo. Ele também desmentiu planos para desvincular os reajustes das aposentadorias ou extinguir os pisos constitucionais destinados à saúde e à educação.
Segundo o candidato do Partido Liberal, os opositores espalham inverdades afirmando que ele cortará benefícios da população, privatizará estatais e promoverá cortes generalizados. Irônico, ele destacou que inventaram até mesmo que ele daria fim à luz do sol.
Propostas para o ajuste fiscal
Ao defender sua agenda econômica, o parlamentar afirmou que o maior ajuste fiscal que o Brasil pode realizar no momento é a retirada do atual governo petista do poder. Ele culpou a gestão do presidente Lula pelo patamar elevado das taxas de juros no país.
O político garantiu que não fará economias às custas da população mais vulnerável, descartando retirar recursos de quem mais precisa do governo. A redução de despesas viria do combate à corrupção, corte de ministérios e maior eficiência administrativa.
Fontes alternativas de receita
O candidato detalhou que parte relevante do ajuste fiscal planejado virá da diminuição de gastos com cargos comissionados na administração pública. A melhora na gestão das empresas estatais também é apontada como prioridade para economizar recursos.
Além disso, o plano de governo prevê a exploração de novas fontes de receita para o Tesouro Nacional. Entre as alternativas estão a venda ou o uso de ativos imobiliários da União e novos projetos ligados ao setor de petróleo.
Perguntas Frequentes
O que Flávio Bolsonaro falou sobre o tesouraço?
O candidato do PL negou que fará um corte de R$ 200 milhões em despesas e chamou os boatos de fake news divulgadas por adversários políticos.
Quais direitos sociais o senador garantiu que não vai cortar?
Ele afirmou que manterá a política de valorização do salário mínimo, os reajustes de aposentadorias e os pisos constitucionais para saúde e educação.
Como o candidato pretende fazer o ajuste fiscal?
Segundo o político, o ajuste será feito reduzindo cargos comissionados, cortando ministérios, combatendo a corrupção e explorando ativos imobiliários e o setor de petróleo.
Onde foi concedida a entrevista com o candidato?
A entrevista foi realizada com a jornalista Renata LoPrete, nos estúdios da TV Globo, na última sexta-feira.


