Esquema fraudulento usava fazendas de notebooks para empregar hackers norte-coreanos em empresas americanas.

O Departamento de Justiça dos EUA anunciou a prisão de dois indivíduos acusados de facilitar a contratação fraudulenta de trabalhadores da Coreia do Norte em corporações americanas, conforme informação divulgada por livecoin.

A operação revelou que os suspeitos hospedavam dispositivos corporativos em suas residências para simular a presença física dos falsos profissionais em território americano, além de falsificarem documentos de identidade.

As autoridades apontam que a fraude movimentou mais de US$ 3 milhões desde 2019, atingindo cerca de setenta empresas nos Estados Unidos e levantando graves alertas de segurança nacional sobre o financiamento de armas.

Fraude com trabalhadores de TI da Coreia do Norte

De acordo com a investigação conduzida nos Estados Unidos, os suspeitos Michael James Bostelle e Juan Cecilio Pena Carrillo atuavam diretamente na parte financeira e logística do esquema criminoso.

Eles mantinham estruturas conhecidas como fazendas de notebooks, onde armazenavam computadores corporativos para instalar softwares de acesso remoto e repassar os ganhos financeiros ilícitos diretamente para o regime norte-coreano.

Operações do FBI contra fazendas de notebooks

No mês passado, o FBI cumpriu mandados de busca em mais de quarenta residências no Texas, apreendendo cerca de 187 notebooks e outros dispositivos eletrônicos utilizados para acobertar as atividades de hackers estrangeiros.

Ações semelhantes também foram desmanteladas por autoridades no Japão recentemente, demonstrando que a rede de apoio a esses profissionais falsos possui ramificações internacionais complexas e bastante organizadas.

Riscos à segurança e financiamento de armas

O procurador-geral adjunto para Segurança Nacional, John A. Eisenberg, destacou que os recursos obtidos com o golpe são direcionados para o desenvolvimento de armamentos que ameaçam os aliados ocidentais.

O governo americano reforçou que o esquema compromete a segurança de dados corporativos e reiterou ofertas de recompensas milionárias por informações que ajudem a desartificar essas operações financeiras ilícitas.

Perguntas Frequentes

Como funcionava o esquema dos falsos profissionais da Coreia do Norte?

Os suspeitos hospedavam notebooks fornecidos por empresas americanas em suas próprias casas, criando fazendas de dispositivos para simular que os hackers norte-coreanos trabalhavam fisicamente nos EUA.

Quem foram os suspeitos presos pelo Departamento de Justiça dos EUA?

As autoridades americanas prenderam Michael James Bostelle, da Pensilvânia, e Juan Cecilio Pena Carrillo, do Texas, por facilitarem a contratação fraudulenta e o roubo de identidade.

Quantas empresas americanas foram afetadas pela fraude de TI?

A investigação revelou que o esquema criminoso gerou mais de US$ 3 milhões em receitas e atingiu diretamente setenta empresas nos Estados Unidos desde o início das operações em 2019.

Qual é o principal objetivo dos esquemas de trabalhadores de TI norte-coreanos?

Segundo o governo dos EUA, os recursos obtidos com essas fraudes são utilizados pelo regime da Coreia do Norte para financiar o seu programa de desenvolvimento de armas e armamentos ilícitos.