Comitiva do Ministério da Justiça discute bloqueio de ativos virtuais e combate ao crime cibernético em Estrasburgo.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) representou o Brasil em debates internacionais na cidade de Estrasburgo, na França, com foco no rastreio e apreensão de criptomoedas e no combate ao crime cibernético global.
A comitiva nacional participou dos encontros até a última sexta-feira (16), reunindo especialistas de mais de cem países para discutir métodos eficazes de recuperação de patrimônios ilícitos no exterior e cooperação jurídica.
Os painéis priorizaram a interlocução com corretoras globais para preservar provas digitais e viabilizar o bloqueio rápido de criptoativos, conforme informação divulgada por livecoin.
Cooperação jurídica internacional para recuperação de ativos
A delegação brasileira foi liderada por Márcio Júlio da Silva Mattos, diretor substituto do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), durante a Conferência Octopus 2026.
As autoridades avaliaram estratégias para rastrear transações suspeitas em plataformas globais, buscando impedir a fuga de capitais gerados por fraudes e esquemas de corrupção internacionalmente.
O Conselho da Europa abriu a assinatura de um protocolo adicional à Convenção de Varsóvia, instrumento que amplia os mecanismos entre nações para confiscar bens de facções criminosas.
Combate ao crime cibernético e inteligência artificial
O avanço da inteligência artificial em esquemas de aluguel de ferramentas criminosas dominou parte das reuniões, destacando o uso da tecnologia em campanhas de phishing e códigos maliciosos.
Técnicos de segurança alertaram sobre a expansão de complexos físicos dedicados a golpes digitais em escala industrial, apresentando ligações diretas com redes de tráfico de pessoas.
A delegação trocou experiências sobre novas ferramentas de investigação, cujas técnicas de rastreamento reforçarão as rotinas do Laboratório Estratégico contra o Crime (LabCrim) no Brasil.
Agilidade na coleta de provas eletrônicas
Com foco na agilidade processual, os delegados debateram meios para acelerar a coleta de provas eletrônicas armazenadas em servidores de outros países durante os debates.
A diretriz segue o Segundo Protocolo Adicional da Convenção de Budapeste, facilitando o contato direto com provedores de serviços digitais para investigações mais rápidas.
O monitoramento da rota do dinheiro em estruturas descentralizadas foi apontado como fundamental para que as autoridades respondam efetivamente à evolução das quadrilhas globais.
Perguntas Frequentes
O que o Brasil debateu na França sobre criptomoedas?
O Brasil debateu estratégias de rastreio, bloqueio e apreensão de criptomoedas, além de métodos para recuperar patrimônios ilícitos e combater o crime cibernético internacional.
Quem liderou a comitiva brasileira em Estrasburgo?
A representação nacional foi liderada por Márcio Júlio da Silva Mattos, diretor substituto do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI).
Quais eventos internacionais contaram com a presença do Brasil?
A comitiva participou da Conferência Octopus 2026 e da plenária da Convenção de Budapeste sobre crimes na internet, promovidas pelo Conselho da Europa em Estrasburgo.
Como o Brasil pretende aplicar o aprendizado internacional?
As técnicas de rastreamento de criptomoedas e análise de dados discutidas na Europa serão integradas para reforçar as rotinas do Laboratório Estratégico contra o Crime (LabCrim).


