Estratégias de alocadores para o 2º turno misturam cautela e busca por oportunidades na Bolsa
Grandes gestores de patrimônio no Brasil realizaram mudanças estratégicas nas carteiras de investimentos após a recente volatilidade dos mercados financeiros e a reprecificação dos ativos.
As alterações ocorrem em meio à disputa eleitoral acirrada para o segundo turno e às incertezas sobre as taxas de juros no cenário internacional, exigindo ajustes pontuais e avaliações cuidadosas de risco.
A movimentação busca posicionar os portfólios diante de diferentes cenários políticos e econômicos, conforme informação divulgada por brazil.
Aumento moderado de risco na Bolsa brasileira
Entre os profissionais ouvidos pelo mercado, três casas de investimentos optaram por elevar de forma moderada a exposição ao risco, ampliando participações em ações locais e em títulos de renda fixa atrelados à inflação com prazos mais longos.
O objetivo principal é preparar as carteiras para capturar um possível rali nos mercados após a eleição, comparando o momento atual com episódios recentes ocorridos na Colômbia.
Luciano Telo, CIO para o Brasil do UBS Global Wealth Management, destacou que a expectativa de um ajuste fiscal pode valorizar os ativos locais de forma expressiva antes mesmo do anúncio de medidas oficiais.
Impacto do cenário externo e juros globais
Apesar do otimismo interno com a possibilidade de valorização dos ativos, os gestores mantêm cautela devido à piora nas perspectivas de inflação e elevação de juros nos Estados Unidos e na Europa.
Rodrigo Moraes, CIO da BR Partners, alertou que turbulências no ambiente internacional podem gerar um movimento generalizado de aversão ao risco, limitando ganhos expressivos na renda variável.
O crescimento do atual presidente Lula nas pesquisas eleitorais recentes e dados de inflação acima do esperado no exterior provocaram quedas recentes no Ibov e no índice de small caps.
Gestão ativa e alocação gradual de recursos
Diante do cenário menos previsível, casas como a G5 Partners e a Setta Gestão Patrimonial priorizam a escolha de fundos de gestão ativa para navegar pelas oscilações do mercado.
Renan Rego, da G5, explicou que a preferência atual recai sobre gestores capazes de reagir rapidamente às mudanças, direcionando recursos para ações e títulos protegidos contra a inflação de forma gradual.
Roque Sut, da Setta, recomendou cautela para quem já atingiu o patamar ideal de risco, enquanto investidores mais conservadores podem elevar lentamente a exposição aos ativos de maior volatilidade.
Perguntas Frequentes
O que os alocadores estão fazendo com os investimentos no segundo turno?
Os gestores estão realizando lucros pontuais, aumentando o risco de forma moderada com ações e papéis atrelados à inflação, e priorizando fundos de gestão ativa.
Como o cenário internacional afeta a Bolsa brasileira?
A alta de juros e da inflação nos Estados Unidos e na Europa gera volatilidade global, podendo limitar o otimismo com os ativos locais caso o ambiente externo permaneça instável.
Qual é a estratégia recomendada para investidores conservadores?
A recomendação é elevar a aplicação em ações, títulos indexados à inflação e fundos multimercado de forma gradual e proporcional ao perfil de risco de cada cliente.
Por que a gestão ativa é preferida neste momento eleitoral?
A gestão ativa permite que os investidores reajam com mais rapidez às mudanças repentinas de cenários políticos e econômicos proporcionadas pela volatilidade das eleições.


