Queda dos juros após eleição impulsiona ações de saúde e abre espaço para novas altas na bolsa.

As ações de saúde na bolsa brasileira ganharam forte impulso após o primeiro turno das eleições, registrando altas expressivas entre 17% e 33% na semana do pleito, conforme informação divulgada por seudinheiro.

O movimento foi acompanhado por uma queda nos juros dos títulos públicos, com recuo de cerca de 1 ponto percentual nos vencimentos de um ano e de 1,75 ponto nos títulos de dez anos no mercado nacional.

Agora, o UBS BB avalia que a próxima etapa do rali nos papéis do setor dependerá diretamente de uma redução adicional nas taxas de juros de longo prazo, influenciando o valuation das empresas listadas na B3.

Impacto dos juros longos no valuation

Taxas menores reduzem o custo de capital usado para avaliar os negócios, beneficiando companhias cujo valor depende de resultados futuros gerados ao longo dos anos, segundo os analistas do banco.

Em um exercício que considera uma queda de 1,75 ponto percentual nos juros de dez anos, o valor justo estimado aumentaria 24% para a Bradsaúde e 22% para a Rede D'Or.

Outras companhias também apresentariam alta no valor justo com o alívio na taxa de longo prazo, como 21% para o Fleury, 18% para a Dasa e 17% para a Hapvida.

Projeção de lucro para Dasa e Hapvida

Quando a análise foca no impacto dos juros sobre os lucros, empresas com despesas financeiras relevantes em relação à geração de caixa se destacam positivamente no cenário de alívio monetário.

Uma redução de 1 ponto percentual nos juros de curto prazo elevaria em 14% o lucro líquido projetado para 2027 da Dasa, alcançando R$ 428 milhões, e em 8% o da Hapvida, chegando a R$ 334 milhões.

Para a Bradsaúde, no entanto, o efeito seria inverso devido ao perfil de seguradora, com o lucro líquido projetado para 2027 caindo 2% para R$ 5,18 bilhões com menores rendimentos financeiros.

Potencial de valorização adicional na B3

O UBS BB ressalta que a próxima perna de valorização dependerá da percepção de risco do Brasil, visto que a queda dos juros curtos já foi amplamente incorporada aos preços atuais dos ativos.

Se os juros dos títulos de dez anos caírem para 11,8%, o banco calcula um potencial adicional de valorização de aproximadamente 7% para Hapvida e Dasa, e 10% para Fleury e Rede D'Or.

Em um cenário mais favorável com taxa de dez anos a 11,3%, o potencial de alta estimado subiria para uma faixa entre 12% e 20%, lembrando que os cálculos isolam o efeito dos juros sem considerar mudanças operacionais.

Perguntas Frequentes

Como a eleição afetou as ações de saúde na B3?

O primeiro turno das eleições provocou um forte rali na bolsa brasileira, impulsionando as ações de saúde com altas entre 17% e 33% em meio à queda dos juros dos títulos públicos.

Quais empresas de saúde ganham mais com juros menores?

Empresas como Bradsaúde e Rede D'Or lideram no quesito valuation, enquanto Dasa e Hapvida se beneficiam mais no crescimento dos lucros projetados para 2027 devido às despesas financeiras.

O que o UBS BB projeta para o futuro das ações de saúde?

O banco aponta que um novo potencial de valorização entre 7% e 20% dependerá principalmente de reduções adicionais nos juros de longo prazo e na percepção de risco do Brasil.